Cinema

Daniel Craig acha que próximo Bond não deve ser mulher — e que deve ser um homem branco

Quem deve interpretar o próximo 007 é um tema que divide bastantes opiniões, tanto entre o público, como entre os próprios atores.
Estreou-se no papel em 2006.

Daniel Craig tornou-se num dos James Bond mais famosos de sempre, após a sua estreia no papel em 2006. Desde aí, já interpretou o agente secreto cinco vezes, ao longo de 15 anos. O próximo “007: Sem Tempo Para Morrer” marca a despedida do ator neste papel, e uma das perguntas constantes que têm sido feitas é: “Quem será o próximo James Bond?” Em 2019 disse que acreditava que qualquer pessoa, independentemente da cor e género, devia ter a hipótese de interpretar a personagem. Atualmente, já pensa de maneira diferente.

Numa entrevista com a “Radio Times” essa questão tão popular foi novamente colocada. “A resposta a isso é bastante simples”, começou por responder o ator de 53 anos. “Deviam simplesmente existir papéis melhores para mulheres e F. Porque é que uma mulher haveria de interpretar o James Bond, quando deveria existir um papel tão bom quanto esse, mas para mulheres?”, conclui.

Rosamund Pike, que se deu a conhecer graças ao seu papel enquanto figura de Bond Girl em “007: Morre Noutro Dia”, estreado em 2002, parece partilhar da mesma opinião. Em 2018, numa conversa com o “The Guardian”, a atriz disse que “ele [James Bond] é uma personagem masculina. Ele foi escrito sendo homem e acho que provavelmente devia continuar como homem. E não há problema nisso”, afirmou. “Não temos de transformar personagens masculinas em mulheres. Vamos apenas criar personagens femininas e desenvolver histórias que se adaptem a essas personagens.”

Este tópico sensível na indústria tem, por outro lado, pessoas que acham que qualquer ator, independentemente das suas características, poderia ser James Bond. Uma dessas pessoas parece ser Lashana Lynch que, no início do mês, contou ao “The Guardian” que o agente secreto “tanto pode ser um homem como uma mulher. Pode ser branco, ou negro, asiático, mestiço. Podem ser novos ou velhos”, disse a atriz que interpreta uma nova personagem em “007 – Sem Tempo Para Morrer”, onde substitui James Bond e fica com o seu código de 007 agora que o agente se reformou na história (e antes de ele voltar para uma última missão). “No final do dia, mesmo que fosse uma criança de dois anos a interpretar o Bond, toda a gente iria a correr para as salas de cinema para verem o que aquela criança de dois anos iria fazer, certo?”.

Recorde-se de que também Daniel Craig foi muito criticado quando foi anunciado que seria o próximo ator a interpretar o agente secreto mais famoso do cinema. As críticas deviam-se ao seu aspeto. A sua cor de cabelo e estatura não eram aquelas que os fãs imaginavam que James Bond tivesse. Foi até criada uma petição para que a produção de “007: Casino Royale”, onde Craig se estreou enquanto Bond, arranjasse um ator que se assemelhasse mais aos James Bond do passado, como Sean Connery e Pierce Brosnan.

O debate de quem deve ser o próximo James Bond promete continuar até este ser finalmente revelado. Mas pelo menos já há uma nova 007 — falta saber se Lashana Lynch irá mesmo ocupar a posição de figura central da saga ou se outro ator vai entrar em ação. Leia também o artigo da NiT sobre Lashana Lynch, a primeira mulher 007 da história.

“007 – Sem Tempo Para Morrer” estreia em Portugal a 30 de setembro. Carregue na galeria para descobrir quais os principais filmes que estreiam nos cinemas até ao final do ano.

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