Cinema

“Desconhecidos”: a fantasia queer com Andrew Scott e Paul Mescal chegou ao streaming

A produção de Andrew Haigh não passou pelos cinemas nacionais, mas tornou-se aclamada entre os críticos. Está na Disney+.
Uma história devastadora sobre a perda e o luto.

Embora não tenha chegado a passar pelas salas de cinema nacionais, “Desconhecidos” (“”All Of Us Strangers”, no título original) não passou despercebido. O filme que junta Andrew Scott e Paul Mescal destacou-se durante a temporada de prémios de Hollywood, tornando-se uma das produções mais aclamadas com dezenas de distinções.

E foi sem que ninguém estivesse à espera que a produção de Andrew Haigh chegou ao streaming. A novidade estreou em exclusivo no catálogo da Disney+ em Portugal esta-quarta-feira, 20 de março, após se ter tornado um fenómeno um pouco por todo o mundo.

O filme conta a história de amor do guionista Adam, interpretado por Adam Scott, que desenvolve uma ligação com um vizinho misterioso, Harry (Paul Mescal). O encontro acontece no bloco de apartamentos praticamente vazio na cidade de Londres onde as duas personagens vivem.

À medida que a relação avança, o protagonista regressa às memórias do passado, para escrever um livro baseado na sua vida. Na cidade suburbana onde cresceu, revisita a casa de infância onde descobre que os pais, interpretados por Claire Foy e Jamie Bell, parecem estar tal como no dia em que morreram, três décadas antes.

A partir daí, as linhas entre o passado e o presente vão sendo esbatidas, enquanto Adam trava vários diálogos com os progenitores. Do facto de ter crescido gay ao acidente de carro que os vitimizou, a personagem é confrontada com as dores que o perseguem há cerca de quatro décadas.

Devastadora e melancólica, a longa-metragem é uma adaptação livre de uma obra de 1987 do escritor japonês Taichi Yamada, intitulada “Strangers”. Em ambos os casos, são abordadas temáticas como a perda, o trauma e as vivências queer com um mistura entre o romance e a fantasia.

“As memórias definem-nos, definem o que nos tornamos, o nosso caráter — para o bem quanto para o mal. Mergulhei fundo nas minhas memórias de crescimento. Foi uma experiência dolorosa, mas catártica”, revelou à “Time” o realizador, Andrew Haigh, que usou a sua casa de infância como cenário.

Carregue na galeria e conheça algumas das novidades de março no streaming.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT