O mundo estava à espera e finalmente chegou. O novo filme de Christopher Nolan, “A Odisseia”, estreia esta quinta-feira, 16 de julho, nos cinemas nacionais. O elenco de luxo conta com Matt Damon, Tom Holland, Anne Hathaway, Robert Pattison, Lupita Nyong´O, Zendaya e Charlize Theron
A notícia chegou a 23 de dezembro de 2024, quando a Universal Pictures revelou que Nolan iria começar a produzir uma adaptação do épico da literatura grega “A Odisseia”. A história acompanha Odisseu (ou Ulisses na mitologia romana), rei de Ítaca e herói de guerra, na sua viagem de regresso a casa após a queda e destruição de Tróia. Baseado no poema épico de Homero, datado do século VIII a.C, Odisseu enfrenta a maré, monstros e deuses com um único objetivo: regressar para o seu reino e para a sua família: Penélope e Telémaco.
O estúdio revelou, logo no início das filmagens, que o filme seria feito em IMAX, sendo a primeira produção da história a ser filmada inteiramente com essa tecnologia, com um custo a rondar os 250 milhões de dólares (cerca de 218 milhões de euros).
Desde o primeiro trailer que a obra foi muito criticada. Da escolha dos atores para determinados papéis às “cores” das cenas estarem demasiado escuras, dos figurinos e navios que não representavam fielmente os utilizados na Grécia Antiga ao uso de sotaques norte-americanos e linguagem moderna de algumas personagens — com o destaque preciso de Tom Holland, que interpreta Telémaco, a dizer “dad” e “daddy” em vez de “father” — as acusações sobre a escolha de Nolan sucederam-se.
Apesar das críticas, a obra conta com 96 porcento de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, opiniões positivas dos fãs de mitologia e diversas salas esgotadas por todo o mundo.
Conheça outras estreias da semana.
“Rosebush Pruning”, Karim Aïnouz
Depois de ser notícia em todo o mundo, devido ao casamento em Itália com Dua Lipa, uma das cantoras pop mais conhecidas da atualidade, as atenções viram-se agora para a vida profissional de Callum Turner. O ator regressa aos ecrãs de cinema com “Rosebush Pruning”, um thriller sombrio sobre hipocrisia e valores sociais.
A história acompanha uma família norte-americana que vive numa vila opulenta da Catalunha, em Espanha. Com relações marcadas por conflitos, os quatro irmãos — Jack, Ed, Anna e Robert — vivem isolados, às custas da fortuna que herdaram da mãe e ignorando os pedidos do pai cego. Os laços familiares começam a desaparecer quando Jack, o irmão mais velho e pilar da família, anuncia que vai viver com a namorada, Martha.
Ed começa a desenterrar a verdade sobre a morte da mãe e, à medida que as mentiras e segredos da família vêm à tona, o frágil relacionamento dos irmãos começa a ruir, criando oportunidade para que uma espiral de violência os leve a tragédias irreparáveis.
Apesar de um elenco com grandes nomes como Callum Turner, Jamie Bell, Riley Keough, Lukas Gage, Pamela Anderson e Tracy Letts, entre outros, a crítica não apreciou a obra, tendo atualmente, no Rotten Tomatoes, uma avaliação de 24 porcento.
“Persépolis”, Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud
18 anos depois, o filme “Persépolis” regressa aos cinemas nacionais com a autobiografia de Marjane Satrapi. A história retrata a vida de Marjane, de apenas nove anos, e tudo o que aconteceu durante a Revolução Islâmica no Irão — desde o controlo sobre o que as mulheres podiam vestir até às milhares de prisões e execuções que aconteceram na época.
Apesar disso, Marjane consegue descobrir gostos que moldariam a sua personalidade, como o punk, os ABBA e os Iron Maiden, no entanto, quando o seu tio é executado e a guerra do Irão/Iraque traz bombas para o Teerão, a ousadia do jovem começa a preocupar os seus pais. Para protegê-la, os seus pais enviam-na para uma escola na Áustria totalmente sozinha. Numa terra desconhecida, Marjane é julgada pelas leis religiosos e extremistas do seu País — aquelas que ela rejeita e pelas quais teve que fugir.
Numa narrativa animada sobre a história da Revolução e Guerra do Irão e de como as mulheres eram retratadas na época, “Persépolis” obteve 96 porcento de aprovação dos críticos e 92 porcento do público no Rotten Tomatoes e foi indicado ao Óscar de “Melhor Filme de Animação do Ano” de 2008.
“Amor Em Camas Separadas”, Massimiliano Bruno
Uma comédia romântica italiana que demonstra o quanto os opostos se atraem. De um lado da história, acompanhamos Alessandra, uma mulher livre, com ideias feministas e sem qualquer interesse em relacionamentos longos. Do outro, há Valerio, um homem rígido e obcecado pelas suas convenções, que detestas improvisos e meias palavras, preferindo uma vida rigorosa e banal.
Um dia, os seus caminhos cruzam-se e a química que surge leva-os para uma noite de paixão casual. No entanto, o problema começa no dia seguinte quando se reencontram na escola em que ela acabou de ser colocada como professora de italiano e em que ele é o diretor.
À medida que o tempo passa, a atração física mantém-se, mas ambos percebem que, com as probabilidades que têm, uma futura relação tinha tudo para correr mal. Contudo, a situação ganha novas proporções quando Alessandra descobre estar grávida dele.
A obra que explora a importância do equilíbrio nas relações amorosas, realizada por Massimiliano Bruno é protagonizada por Edoardo Leo e Claudia Pandolfi.
“A Noite De Alaide”, Liliane Mutti
O documentário em estreia esta semana é “A Noite de Alaíde”, a cantora brasileira que percorreu a América em busca do palco que “é seu por direito”, revela a sinopse. Alaíde Costa é uma rapariga simples dos subúrbios do Rio de Janeiro que, nos anos 60, chega à zona sul da cidade conquistando os holofotes e tornando-se uma das parceira daqueles que são conhecidos como a “tríade de ouro da Bossa Nova” — João Gilberto, Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
No entanto, mesmo sendo cantora, pianista, compositora e parceira destes grandes artistas do género musical, e no auge da sua carreira, a artista é ignorada por todas as gravadoras que conhece. Quando ela e Johnny Alf (interpretado por Leonel Costa), outro pioneiro negro do género, são proibidos de entrar na lendária apresentação no Carnegie Hall, em Nova York, a artista de 90 anos decide atravessar a América em busca do espetáculo a que tem direito.








