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Do rapto ao abuso sexual: a história de Duffy vai ser contada em documentário

Um fenómeno dos anos 2000, a artista está afastada da música. Produção da Disney+ aborda motivos que levaram ao desaparecimento.

Em 2020, Duffy revelava ter sido raptada, mantida em cativeiro e violada nove anos antes, por um agressor cuja identidade não revelou. Desde então, pouco se sabe sobre a vida da estrela que subiu aos tops das tabelas musicais com o hit “Mercy”, de 2008. A sua última publicação nas redes sociais foi há quase seis anos.

Os motivos que levaram a cantora gaulesa, um dos maiores fenómenos do final dos anos 2000, a afastar-se do mundo da música e dos holofotes, serão agora abordados num novo documentário. A produção da Disney+, ainda sem data de estreia confirmada, vai revelar o que está por detrás do desaparecimento da cantora.

Realizada por Gil Callan, a longa-metragem junta imagens de arquivo e entrevistas com amigos, familiares e outras figuras da indústria musical. Será “um filme retrospetivo que percorrerá a vida de Duffy, desde sua infância no País de Gales até sua ascensão meteórica à fama”.

É também uma produção que permite a Duffy “contar a sua história, nas suas próprias palavras”, segundo o vice-presidente da Disney+, Sean Doyle, que acrescentou: “Admiro a honestidade e a coragem dela”.

Quanto ao realizador, afirma que a vida da estrela foi moldada pela dor, pelo desafio, por uma irreprimível autoconsciência”. A forma como uma pessoa é tão profundamente afetada pelas suas experiências e ainda assim encontra uma voz poderosa e expressiva que é inequivocamente sua”, sublinha.

Após a revelação do período negro pelo qual passou, Dufy partilhou, no seu site, detalhes do sequestro. “Era o meu aniversário, fui drogada num restaurante, fiquei drogada durante quatro semanas e viajei para um país estrangeiro”, escreveu. O agressor, continuou, “fez confissões veladas” de que “a queria matar”.

“Não me sentia segura para ir à polícia. Sentia que, se algo desse errado, eu estaria morta, e ele teria me matado. Eu não podia arriscar ser maltratada ou que tudo virasse notícia enquanto eu estivesse em perigo. Eu realmente tive que seguir meus instintos”, concluiu, descrevendo-se como “apavorada”. 

O último álbum, “Endlessly”, data de 2010. Durante o seu curto percurso na indústria, conta ainda com outro disco, “Rockferry”, de 2008, e dois EPs — “Deluxe”, de 2009, e “Aimée Duffy”, o seu primeiro projeto de estúdio, ainda sob o nome Aimée Duffy. Destacam-se singles como “Rain on Your Parade”, “Well, Well, Well” e “My Boy”.

A única vez que veio a Portugal foi em julho 2009, no Festival Super Bock Super Rock, que nesse ano aconteceu no Estádio do Restelo, em Lisboa.

Carregue na galeria para conhecer algumas das séries e temporadas que estreiam em março nas plataformas de streaming e canais de televisão.

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