Cinema

Doclisboa está de volta com dezenas de filmes para ver em toda a cidade

O festival dedicado ao cinema documental arranca esta quinta-feira, 19 de outubro.

"Rudzienko" vai estar em exibição no Museu Coleção Berardo.

Vão ser 11 dias de cinema documental em Lisboa, já a partir desta quinta-feira, 19 de outubro, e até dia 29. O Doclisboa está de volta com dezenas de filmes que vão estar em exibição no Cinema São Jorge, Cinemateca, Culturgest, Cinema Ideal, Museu Coleção Berardo e Museu do Oriente.

A 15.ª edição do evento tem, como sempre, secções competitivas e outras de exibição, e ciclos especiais temáticos. Há uma retrospetiva sobre o cinema do Quebeque, com 32 filmes, e um ciclo dedicado à obra da realizadora checa Vera Chytilová, que morreu em 2014.

O Doclisboa abre, porém, com ficção: é a estreia mundial de “Ramiro”, do português Manuel Mozos, que conta a história cómica de um alfarrabista lisboeta. O festival encerra com “Era Uma Vez Brasília”, documentário de Adirley Queirós com uma visão distópica do Brasil atual.

Apesar de o foco deste evento ser sobre o formato documental, o chamado cinema do real, também são bem-vindos filmes híbridos ou ficções que são produzidas como se fossem documentais.

Um dos destaques da secção Da Terra à Lua é “Risk”, filme de Laura Poitras, realizadora que venceu um Óscar em 2015 pelo Melhor Documentário “Citizenfour”. Desta vez, foca-se em Julian Assange, o fundador do WikiLeaks, apesar de também abordar os desafios de produzir um documentário e não se deixar envolver na história.

A secção Heart Beat tem produções sobre música — uma delas é “Grace Jones: Bloodlight and Bami”, um documentário de Sophie Fiennes sobre a cantora jamaicana, tanto focado na sua carreira artística como na sua vida pessoal. Whitney Houston também tem destaque em “Whitney ‘Can I Be Me’”, um filme de Nick Broomfield e Rudi Dolezal, sobre a cantora que morreu em 2012, com apenas 48 anos.

Um dos filmes portugueses em competição é “Notas de Campo”, documentário de Catarina Botelho que pretende retratar o período das políticas de austeridade em Portugal — apesar de também ter filmagens feitas no deserto do Saara. Na competição internacional, um dos destaques é “Also Known as Jihadi”, de Eric Baudelaire, sobre a radicalização de um francês que vai para a Síria e depois regressa a casa, onde é preso porque, supostamente, se juntou ao Daesh.

Este ano é a americana Sharon Lockhart quem se apresenta em Passagens, a secção que junta o cinema à arte contemporânea e aos museus. Vai ser exibido no Museu Coleção Berardo o seu último filme, “Rudzienko”, e também um documentário escolhido por si, “Children Must Laugh”, de Aleksander Ford. A programação fica completa com “Podwórka” e “Antoine/Milena”, também da realizadora.

A exposição que faz parte desta secção é curada por Pedro Lapa e tem fotografias e outros trabalhos artísticos centrados no universo infantil e nos jovens adolescentes.

O programa completo do Doclisboa, com horários e distribuição por salas, pode ser consultado no site do festival. Os bilhetes para cada sessão estão à venda na Ticketline pelo preço de 4€.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT