Cinema

É oficial: O filme protagonizado por Will Smith vai mesmo estrear em dezembro

A produção de "Emancipation" terá sido adiada após a agressão do ator ao humorista Chris Rock, mas o lançamento foi confirmado.
Vai estrear em dezembro.

Após meses de incerteza sobre o lançamento “Emancipation”, em 2022, o novo filme de Will Smith já tem data de estreia, poster e trailer. Para surpresa de todos, a Apple organizou uma exibição com a NAACP (Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor), em Washington, DC. Diante de uma audiência de líderes da comunidade negra e ativistas, revelou a intenção de o lançar em breve.

A Apple TV+ anunciou que irá estrear em alguns cinemas a 2 de dezembro antes de chegar à plataforma, uma semana depois. Visto como um forte candidato aos próximos Óscares, não conte, no entanto, em encontrar a estrela na gala. Afinal, Smith não poderá comparecer à cerimónia.

Estávamos no final de março quando a internet foi monopolizada por fotos e vídeos de Will Smith a dar uma chapada a Chris Rock. Momento ímpar, que dificilmente será esquecido. Encontrava-se o humorista Chris Rock a apresentar o Óscar de Melhor Documentário, quando uma piada sobre a atriz Jada Pinkett-Smith fez despoletar todo o drama que se seguiu. Muito foi dito, bastante foi escrito. No final, a decisão foi uma: Will Smith ficou banido dos Óscares por dez anos.

Várias produções do ator foram afetadas pelo acontecimento. Por exemplo, a Netflix cancelou a sequela de “Bright” e ficou incerto se chegaria a prosseguir com o anunciado “Fast and Loose”“Bad Boys 4”, dos estúdios da Sony, foi colocado em pausa. E a série documental da National Geographic “Pole to Pole”, conduzida pelo ator, deveria ter começado as gravações em abril — mas foi adiada para o outono.

Will Smith tinha já gravado um filme intitulado “Emancipation”, realizado por Antoine Fuqua. O projeto — dispendioso — da Apple TV estava, na altura, em fase de pós-produção e, portanto, esperava-se que estreasse este ano, com a ambição de ser um candidato aos próximos Óscares. Contudo, segundo a revista “Variety”, na sequência da agressão de Will Smith a Chris Rock na última edição, “Emancipation” foi adiado para 2023.

Após a projeção antecipada, “Emancipation” tem somado elogios. “Este é um filme sobre liberdade, sobre resiliência, sobre fé”, disse Smith. “Ao longo da minha carreira, recusei muitos filmes sobre a escravidão”, disse Smith. “Nunca quis mostrar-nos assim, mas entretanto surgiu esta fotografia.”

O filme conta a história real de Peter — um escravo em fuga que desesperadamente tentou chegar ao norte dos EUA para alcançar a tão desejada liberdade. Este escravo ficou célebre ao posar para uma foto onde exibia os seus ferimentos provocados por um chicote nas costas. Acabou por se tornar um ícone do movimento abolicionista.

“Este é sobre o coração de um homem e sobre aquela que poderia ser considerada a primeira imagem viral”, disse Smith. “As câmaras tinham acabado de ser criadas, e o retrato de ‘Whipped Peter’ correu o mundo. Foi um grito de guerra contra a escravidão, e essa foi uma história que explodiu e floresceu no meu coração.”

A obra foi recebida com uma receção calorosa, com o presidente executivo da NAACP, Derrick Johnson, a considerá-lo “uma história de adversidade, de resiliência, de amor e de triunfo”. Descrito como um “thriller” de ação, “Emancipation” terá custado pelo menos 145 milhões de dólares.

E se pensa que estas trocas de datas foram descabidas, está enganado. A Apple TV+ estava com um dilema: as novas produções de Martin Scorsese e Ridley Scott não podem ser lançadas este ano e os filmes em que apostou, como “Cha Cha Real Smooth”, “Luck” e “The Greatest Beer Run Ever”, não causaram impacto. Assim, o estúdio só podia apostar em “Emancipation” para os Óscares ou arriscava deixar as rivais Netflix e Amazon ganharem na próxima temporada de prémios.

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