Cinema

Este casal português gosta tanto de “Star Wars” que chamou Leia à filha

A bebé tem sete meses e quase nasceu no dia da estreia do mais recente filme da saga. Se fosse um menino, seria o Luke.
Pedro e Natasha são namorados há nove anos.

Já imaginou gostar tanto da história de uma série ou de uma saga de filmes e dar o nome da sua personagem favorita ao seu filho? Foi o que fizeram Natasha Moitas e Pedro Marques, casal português, que foram pais pela primeira vez em dezembro do ano passado, quando nasceu a bebé Leia.

Como é sabido, Leia é o nome da princesa que foi interpretada por Carrie Fisher na icónica saga de “Star Wars” e que é uma das figuras centrais do enredo, embora mais nalguns dos filmes do que noutros. Leia, a bebé portuguesa, nasceu a 13 de dezembro de 2019, uma sexta-feira 13. 

Curiosamente, apenas sete dias depois estreou em Portugal o último filme de “Star Wars” com a Princesa Leia, “Star Wars: Episódio IX — A Ascensão de Skywalker” — já que a atriz Carrie Fisher morreu aos 60 anos em 2016.

Os pais torceram muito para que a sua filha aguentasse até dia 20 para nascer, mas acabou por não acontecer. “Mesmo no baby shower e quando estivemos a fazer as apostas eu própria tinha votado no dia 20, mas ela acabou por ser uma menina de sexta-feira 13”, conta à NiT Natasha Moitas, de 27 anos.

Natasha e Pedro (que tem 31 anos) namoram oficialmente há nove anos — embora já se conhecessem antes. Eram praticamente vizinhos em Viseu e conhecem-se desde a adolescência. Atualmente moram em Almada — Pedro é marinheiro de artilharia na Marinha, enquanto Natasha é formadora de tecnologia numa empresa de resolução de problemas de software.

Natasha e Pedro fazem maratonas de fim de semana.

Sempre adoraram filmes, séries e histórias de fantasia — mas Natasha só gosta de “Star Wars” há três anos. Antes, nunca tinha visto um filme completo da saga e a estética futurista e a narrativa passada no espaço, de planeta em planeta, não era algo que a atraía.

“Sempre disse que não gostava de ‘Star Wars’ e eventualmente decidimos fazer uma maratona para eu provar realmente que não gostava. Aconteceu exatamente o contrário: fiquei apaixonada, acabei por gostar imenso da saga. Inclusive ele ia ver os filmes ao cinema com o melhor amigo e eu ficava em casa porque não gostava. Via sempre um bocadinho ou assim na televisão, mas como só apanhava partes e não via o filme de início, não me cativava. Até realmente ver a sequência toda, ver os filmes todos, e apaixonar-me, e chorar baba e ranho.”

Natasha sempre tinha preferido as histórias de fantasia mais medievais, com castelos, guerreiros, criaturas sobrenaturais e dragões. “E sempre que via o ‘Star Wars’, como era algo mais futurista, com o espaço, tiros, não me chamava a atenção. Só quando vi a história e percebi o seu intuito é que gostei, nem foi por se passar no espaço. Se a história fosse igual mas na altura dos reis se calhar ia gostar da mesma forma. Foi mesmo a história que me cativou. A história de amor, uma pessoa ser boa e tornar-se má por ter tido um desgosto de amor, tudo isso.”

A bebé Leia.

A partir daí, começaram a fazer maratonas regulares dos filmes de “Star Wars” — até porque já tinham esse hábito em relação a outras sagas e séries. “Pelo menos duas vezes ao ano somos capazes de ver tudo novamente. É um fim de semana, desde manhã até ao final do dia. Nós sempre tivemos a coisa de passar os fins de semana a ver filmes e séries, desde o início. Já era um hábito nosso. Em vez de sairmos à noite, irmos para uma discoteca ou um bar, ficávamos em casa a ver filmes.”

Quando no ano passado descobriram que iam ser pais, Natasha quis logo dar um nome diferente à filha. Aliás, era algo que sempre disse que queria. “Eu sempre tive a ideia de lhe dar um nome diferente, porque sei o que é uma infância inteira a ser a única Natasha na terra, neste caso, e então como Leia era algo comum aos dois, um nome de que ambos gostávamos, assim ficou o nome. Gostava que a minha filha tivesse essa experiência. E daí não termos optado por um nome comum como Mariana ou Beatriz, entre todos os outros. Se tivesse sido um menino, seria o Luke.”

Assim nasceu Leia Sophia de Moitas Marques, que agora tem sete meses. Assim que tiveram a ideia, Natasha e Pedro foram logo verificar se era possível dar este nome à filha — e Leia já consta da lista oficial de nomes em Portugal.

Se não fosse de “Star Wars”, gostavam de chamar Daenerys à filha, em homenagem à personagem de Emilia Clarke em “A Guerra dos Tronos”. Outra opção para rapaz era Ragnar, o nome de um dos protagonistas da série “Vikings”. Houve ainda nomes de animes em cima da mesa, mas não podiam ser registados em Portugal.

Os pormenores de “Star Wars” no quarto de Leia.

“Os amigos da nossa idade acharam uma ideia espetacular o facto de ser um nome diferente. As avós foram um bocadinho mais difíceis de convencer. ‘Ah, Leia, que nome tão esquisito’. Mas acabaram por se habituar.”

Em casa, Leia já usa babygrows do universo de “Star Wars”, claro — e há um peluche de Darth Vader e outro de um stormtrooper com que pode brincar. “Sempre que vai aparecendo qualquer coisinha barata, só por piada costumamos aderir.” Natasha desenhou ainda uns elementos relacionados com a saga para ficarem no seu armário no quarto.

Com o nascimento da filha, não conseguiram ir ao cinema ver “Star Wars: Episódio IX — A Ascensão de Skywalker”. Mas acabaram por o ver em casa. “Fiquei particularmente triste com o último filme, em que a Leia acaba por morrer, mas de todos o que acho mais interessante é realmente o primeiro.” 

No entanto, desde o nascimento de Leia já fizeram uma maratona de fim de semana inteiro — e agora aguardam pela chegada a Portugal da plataforma de streaming Disney+, marcada para 15 de setembro, para que possam ter acesso a ainda mais conteúdos de “Star Wars”.

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