Cinema

Fenómeno espanhol “Da Minha Janela” está de regresso (com muitas cenas de sexo)

É o terceiro e último filme da saga que chegou pela primeira vez à Netflix em 2022. Vamos despedir-nos de Raquel e Ares.
Vamos despedir-nos de Raquel.

A história de “Da Minha Janela” começou de forma bastante modesta. Nos seus primórdios, em 2009, era apenas um conto amador publicado no Wattpad pela professora de espanhola Ariana Goody. O que se seguiu nem a mente mais imaginativa conseguiria escrever: dois filmes de sucesso na Netflix, que durante semanas estiveram no top dez de conteúdos mais vistos em Portugal.

A terceira obra da saga estreou neste sábado, 24 de fevereiro, na plataforma de streaming. Mais uma vez, Clara Galle e Julio Peña regressaram aos seus papéis, onde encarnam dois apaixonados que têm sempre novos obstáculos à sua frente.

“Apesar de estarem com outras pessoas, Raquel e Ares só pensam um no outro. Apesar das pressões familiares, conseguirão ficar juntos no fim desta apaixonante trilogia?”, questiona a sinopse. Pois é, este é mesmo o filme derradeiro da franquia.

Tal como o fenómeno já nos habituou, vai contar com muitas cenas escaldantes de sexo entre ambos os protagonistas. “São partes que nos deixam muito nervosos. Estamos rodeados de uma equipa e sentimo-nos vulneráveis, porque estamos com pouquíssima roupa”, contou Julio ao canal espanhol Antena 3. Diz que o processo é bastante semelhante ao de “uma coreografia”.

Estes momentos mais íntimos envolvem muita preparação. Segundo o que Clara explica no programa “El Hormiguero”, ambos tiveram de colocar fita adesiva nas partes privadas para que não houvesse nenhum contacto. O resultado? “Fiquei uma semana com aquilo ali. Tomava banho e nada. Não saía”, diz a atriz de 21 anos, conhecida por não ter papas na língua, bem ao estilo Geração Z.

O sexo em produções cinematográficas é um tópico que polariza opiniões. Henry Cavill disse recentemente (e mais uma vez) que não é fã. “São usadas em excesso”, explicou ao podcast “Happy Sad Confused”.

Julio Peña, contudo, discorda. “São cenas muito divertidas e são extremamente necessárias porque acabaram por dar outro rumo à história. Também são um ponto de viragem”, disse o espanhol de 23 anos ao mesmo programa. A coprotagonista apoia-o e acrescenta: “neste caso também foram mais doces porque há muito amor entre as nossas personagens, e não só paixão”.

Tal como a segunda obra da saga, também esta já não é baseada nos livros escritos por Ariana Godoy. De certa forma, isto acabou por expandir as possibilidades de ambos os atores.

“Eu, como Raquel, não posso decidir o que está a acontecer com ela, mas posso escolher como ela reage. Ela é muito ciumenta, mas eu não queria cair naquele clichê de ser uma rapariga que age com ódio contra outra mulher e que fala mal dela o tempo todo, sem perceber que o problema é um rapaz e não ela”, explica, desta vez, à “Vogue” espanhola.

Quando recebeu o guião inicial, propôs a Marçal Forés, o realizador, se a sua narrativa poderia ser alterada: “Não queria que o conflito fosse a existência de outra pessoa, mas sim o ciúme que isso poderia criar na minha personagem. Ela passou a ter uma visão mais feminista”, revela.

Carregue na galeria e conheça outras novidades de fevereiro nas plataformas de streaming e na televisão.

 

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