Lisboa volta a receber nove dias inteiramente dedicados ao cinema infantil. A 13.ª edição do PLAY vai ocupar diferentes espaços da capital, como o Cinema São Jorge, a Cinemateca Júnior e, este ano, também o Cinema Ideal, com quase 200 filmes de 50 países. O evento decorre de 21 de fevereiro a 1 de março.
O PLAY assume-se como o único festival da cidade totalmente focado no público infantil e juvenil, até aos 16 anos. Durante a semana há sessões pensadas para escolas. Aos fins de semana, a programação abre-se às famílias, com curtas e longas-metragens divididas por faixas etárias.
A sessão de abertura acontece este sábado, 21 de fevereiro, às 17h30, no Cinema São Jorge, com a antestreia de “Contos do Jardim Mágico”, realizado por David Súkup, Patrik Pašš, Leon Vidmar e Jean-Claude Rozec. A animação em stop-motion acompanha três irmãos que recorrem às histórias para lidar com o luto e aproximar-se do avô.
Um dos nomes fortes desta edição é a realizadora húngara Nóra Lakos, convidada especial do festival. Além de marcar presença na exibição de “Sem querer, escrevi um livro”, longa-metragem que realizou em 2024 (1 de março, às 15h45), conduz também um ateliê onde explica como funcionam os castings e as várias etapas da criação de um filme para público jovem.
Entre as longas-metragens em destaque estão ainda “Rapaz do Circo”, de Julia Lemke e Anna Koch, sobre um miúdo que cresce no seio de uma família de circo itinerante, e “Honey”, da realizadora dinamarquesa Natasha Arthy, centrado numa adolescente que tenta escrever sobre a própria família sem revelar tudo o que prefere manter em segredo.
Para os maiores de 13 anos, há várias sessões de curtas-metragens em competição que abordam temas como identidade, puberdade, pressão social e relações familiares. Entre os títulos portugueses estão “Neko”, de Inês Oliveira, “Francisco Perdido”, de Frederico Mesquita, e “Rui Carlos”, de Margarida Paias.
No dia 28 de fevereiro, às 17 horas, o festival recebe o cine-concerto “Xullaji”, pensado para maiores de seis anos, que cruza cinema e música ao vivo.
Ao longo dos nove dias há também vários ateliês: dobragens (onde as crianças põem as personagens “a falar”), oficinas de animação e um workshop orientado por Nóra Lakos. Os preços variam, mas a maioria das oficinas custa 7,50€. Esta edição inspira-se na obra da poeta experimental Salette Tavares, cruzando cinema e poesia em várias sessões temáticas e propostas educativas.
Os bilhetes para as sessões regulares estão disponíveis online e custam 3,50€ para adultos e 2,80€ para miúdos entre os dois e os 16 anos. Há packs família (7,50€) e um pack de 10 bilhetes por 20€, vendido exclusivamente no Cinema São Jorge. As sessões para bebés têm o valor simbólico de 1€. O programa completo está disponível nos três espaços do festival e online.

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