Cinema

Foi um sucesso na Netflix e visto por milhões. Agora regressa com uma sequela

"Rebel Moon" passou várias semanas no ranking dos mais vistos. Um ano depois, chega a continuação da história.
É muito semelhante a "Star Wars".

Zack Snyder está cansado. Ao longo da carreira, foi o responsável por vários épicos do cinema como “300”, “Liga da Justiça”, “Army of the Dead” e “Batman v Super-Homem”. Também por isso, confessa o próprio, pretende que o seu próximo filme seja “muito mais pequeno”, dizia à “Fandom Wire”. “Quero algo que consiga gravar fora de um estúdio e que seja mais fácil de gerir.”

Antes de poder sentar-se confortavelmente no sofá, tem de apresentar ao público “Rebel Moon Parte 2: A Scargiver”, que chega esta sexta-feira, 19 de abril, à Netflix. “Os rebeldes preparam-se para a batalha contra as implacáveis forças do Mundo-Mãe. Um momento crucial em que se forjam laços inquebráveis, surgem heróis e se criam lendas”, lê-se na sinopse.

Trata-se da continuação da obra de 2023 que passou várias semanas no top da plataforma de streaming. O entusiasmo não foi partilhado pelos críticos, que arrasaram a produção. No agregador de críticas Rotten Tomatoes, conta com uma avaliação média de 21 por cento.

“Dizer que é um filme original é exagerado. É apenas uma mescla de todos os filmes de ficção-científica dos últimos 100 anos”, descreveu a “Rolling Stone” em 2023. “A tentativa do realizador de replicar ‘Star Wars’ é uma confusão horrível, imperdoavelmente chata e demasiado séria”, comentou o “The Guardian”.

Para o cineasta, as críticas negativas “foram precoces”, visto que “Rebel Moon” se trata de uma saga e não de uma obra isolada. “Quando virem esta nova produção, vão conseguir perceber a história no seu todo. Depois, vai ser interessante verem as duas de seguida. Creio que vão ter de repensar o que sentiram inicialmente porque é como se tivessem lido apenas o primeiro capítulo de um livro”, conta ao “Looper”.

Sofia Boutella e Michiel Huisman, os protagonistas, partilham deste sentimento, mas tentam ser mais otimistas. “É suposto ser um filme divertido e que nos entretém. Nós gostámos muito de o fazer e quando vimos que o público também o tinha adorado, sentimos que o nosso dever estava cumprido. Esperemos que a segunda parte também tenha este impacto entre os espectadores, porque é para eles que fazemos os filmes — e não para os críticos”, comenta a atriz de 42 anos.

A sequela traz de volta várias personagens acarinhadas pelos fãs deste universo muito semelhante a “Star Wars”. Um dos intervenientes favoritos é Jimmy, um robot que é comparado a C-3PO. A voz que ouvimos sair do seu corpo metálico pertence a Anthony Hopkins.

A sugestão de contratar o ator foi dada pelo produtor Scott Stuber. Zack Snyder, de 58 anos, ficou imediatamente entusiasmado porque desde jovem que é um grande fã do protagonista de “O Silêncio dos Inocentes”. “Falei com ele ao telemóvel e expliquei-lhe quem era o Jimmy. Ele disse-me que era uma ideia muito engraçada e isso deixou-me muito feliz. Tem sido uma alegria trabalhar ao lado deste ícone incrível. É fantástico”, revela.

A sequela de “Rebel Moon” promete ser mais emocionante do que o primeiro filme, mas, mesmo assim, há espaço para muitas sequências de ação, mortes e combates corpo a corpo.

“Quem está em casa vai poder ver o que nos une enquanto personagens e o que nos leva a lutar contra uma força tão poderosa e negra. Ao mesmo tempo, conseguimos mergulhar nas histórias de todos. Temos passados emocionantes e que são atormentados. É isso que nos dá motivação para lutarmos, quase como na vida real”, explica Sofia, que interpreta Kora neste universo de ficção-científica.

Zack Snyder reforçou esta descrição numa entrevista à “Empire”. “É 100 por cento um filme de guerra, mas também nos leva numa montanha-russa de emoções. Há uma grande relação entre o passado e o presente que explica o porquê desta batalha ser tão catártica e simbólica para os protagonistas.”

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