Cinema

Gal Gadot apelou à paz entre Israel e a Palestina — foi insultada por toda a gente

A atriz e antiga militar israelita teve de bloquear a publicação no Instagram para travar os comentários.
A atriz está envolvida numa polémica

“O meu coração está partido. O meu país está em guerra”, começava assim a mensagem partilhada pela atriz israelita no Instagram. À medida que o confronto entre israelitas e palestinianos se intensifica, as figuras públicas vão marcando a sua posição. A opinião de Gal Gadot, porém, acabou por ser a mais polémica.  

Os bombardeamentos dos últimos dias já provocaram 83 mortos em Gaza, incluindo 17 crianças, e mais sete mortos israelitas. Sem fim à vista e com muitos a anteciparem uma invasão israelita do território palestiniano, os ânimos continuam exaltados.

“Este é um ciclo vicioso que dura há demasiado tempo. Israel merece viver como uma nação livre e segura. Os nossos vizinhos também”, prosseguiu Gadot, criticada por muitos por nem sequer se ter dignado a mencionar a Palestina e os palestinianos pelo seu nome. “Rezo pelas vítimas e as suas famílias, rezo para que esta hostilidade termine. Rezo para que os nossos líderes sejam capazes de encontrar a solução para que possamos viver lado a lado, em paz. Rezo por dias melhores.”

“A Gal Gadot está errada. Israel não está em ‘guerra’ com a Palestina. Israel está a massacrar a Palestina. Outra vez”, escreveu o cantor James Kennedy. A avalanche de comentários negativos foi de tal forma grande que Gadot se viu obrigada a bloquear a publicação.

Não sem antes ouvir mais críticas que depois se espalharam ao Twitter. “A militar israelita que se tornou na Wonder Women multimilionária de Hollywood manda pensamentos e preces insignificantes, enquanto o regime de apartheid de Israel que ela apoia continua a fazer uma limpeza étnica dos palestinianos e bombardeia a população de Gaza numa prisão a céu aberto”, assinou o jornalista Ben Norton.

Apesar de ter feito parte do exército israelita durante dois anos — um período de treino militar obrigatório para todos os israelitas que completam 18 anos —, em 2019, envolveu-se numa polémica com o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, ao apelar à valorização da comunidade israelo-árabe nas eleições, algo de que o governante não gostou.

Perante a posição de Gadot, muitos fizeram a comparação com a compatriota Natalie Portman, que preferiu partilhar uma publicação que explica o que está na origem deste novo conflito: a resposta violenta de Israel aos protestos que tentavam opor-se à expulsão de palestinianos de um bairro em Jerusalém.

Outra celebridade que fez questão de se pronunciar foi Bella Hadid, a modelo filha de pai palestiniano: “As gerações futuras irão olhar com incredulidade para a forma como permitimos que o sofrimento palestiniano pudesse prolongar-se durante tanto tempo.”

Mark Ruffalo foi também um dos mais duros nas críticas. O ator recorreu às redes sociais para acusar Israel de promover um apartheid semelhante ao da África do Sul. “1.500 palestinianos podem ser expulsos de Jerusalém. 200 manifestantes foram feridos. 9 crianças morreram. As sanções à África do Sul ajudaram a libertar os negros — está na altura de impor sanções a Israel para libertar os palestinianos.”

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