Cinema

Há milhares de pessoas que querem boicotar a Netflix por causa deste filme

"Miggnones: Primeiros Passos" ganhou o Prémio da Melhor Direção Dramática no Festival Sundance em 2019.
É mais recente polémica

Ainda que seja a maior plataforma de streaming mundial, presente em mais de 180 países, a Netflix, como qualquer outra empresa mundial não se livra de polémicas nas redes sociais. Milhares de pessoas pediram, através da internet, que se fizesse um boicote ao serviço, acusando a Netflix de distribuir o filme francês “Mignonnes: Primeiros Passos” e que segundo os críticos, está a sexualizar as crianças. 

O filme conta a história de Amy, uma criança de 11 anos do Senegal que vive em Paris, que começa a desafiar as tradições da sua família conservadora quando fica fascinada por um grupo de dança inspirado na liberdade de expressão.  A jovem junta-se a um grupo de dança com outras raparigas e cujas coreografias são sugestivas. A produção foi lançada na Netflix a 9 de setembro e tem originado críticas, um pouco por todo o mundo. 

Tudo começou em agosto quando a Netflix lançou um poster para “Mignonnes: Primeiros Passos” com vários dos membros do elenco em poses provocadores. A empresa de streaming acabaria por pedir desculpa pelo “trabalho artístico inapropriado” e que o poster não representava o conteúdo do filme. A produção estreou primeiro nas salas de cinema em França em meados de agosto, antes de chegar à Netflix a nível mundial durante esta semana. 

Agora, com a distribuição do filme a nível mundial, incluindo em Portugal, foi criada uma petição online por vários utilizadores, a pedirem que os consumidores cancelassem as suas subscrições. tendo em conta a aparente sexualização das crianças no filme polémico – o assunto #CancelNetflix chegou a estar como o tópico mais comentado no Twitter um pouco por todo o mundo.

As críticas não se ficaram pelos utilizadores de redes sociais. Os ataques ao filme vieram também de membros do Partido Republicano, alguns dos quais que são candidatos ao Congresso. “A pornografia infantil é ilegal nos Estados Unidos”, revelou DeAnna Lorraine, uma candidata republicana na Califórnia. 

Um responsável da Netflix revelou à “Variety” que o filme é “um comentário social contra a sexualização de jovens crianças”. “É um filme vencedor de um prémio sobre uma história poderosa sobre a pressão que as jovens raparigas têm nas redes sociais e da sociedade em geral enquanto crescem”, acrescentou. 

 

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