Cinema

A história de Zé Pedro e outros filmes que vai poder ver no Doclisboa

O festival de cinema arranca esta quinta-feira, 17 de outubro, e prolonga-se até dia 27. Vai acontecer em vários espaços da cidade.
Zé Pedro morreu em 2017.

Está de volta o Doclisboa, o festival de cinema que se dedica sobretudo aos filmes documentais e que vai ocupar vários espaços de Lisboa. Arranca esta quinta-feira, 17 de outubro, e prolonga-se até dia 27.

Um dos filmes mais esperados da programação deste ano é “Zé Pedro Rock n’ Roll”, um filme realizado por Diogo Varela Silva, que vai ser uma estreia mundial. 

Esta produção conta a história de Zé Pedro, mítico guitarrista dos Xutos & Pontapés que morreu em novembro de 2017. O documentário reúne imagens de arquivo, tanto públicas como pessoais, para ilustrar a sua carreira e também a da banda — além da evolução do rock em Portugal.

Outro filme centrado no rock n’ roll — mas no britânico — é “The Quiet One”, documentário que conta a história de Bill Wyman, o membro fundador mais discreto dos The Rolling Stones. Esta produção vai mostrar imagens inéditas dos primeiros anos da banda.

Há ainda um projeto chamado “The Cavern Club: The Beat Goes On”, um dos clubes mais famosos do mundo, onde os The Beatles atuaram 292 vezes. Atualmente, recebe espetáculos de músicos como Adele ou os Arctic Monkeys.

A secção Heart Beat (que tem filmes centrados noutros tipos de arte, sobretudo música) inclui ainda, entre outros, “Everybody’s Everything”, um retrato íntimo de Lil Peep — rapper que morreu de overdose aos 21 anos em 2017. Tornou-se famoso pela fusão que fazia entre rap, emo e punk. Vai poder assistir também a produções sobre artes performativas, cenas culturais alternativas, dança e sobre o próprio cinema.

A sessão de abertura vai acontecer com “Longa Noite”, o novo filme de Eloy Enciso, que já é uma presença habitual no Doclisboa. O realizador e autor pegou em vários textos de memórias de prisioneiros políticos da era do General Franco, o ditador espanhol, para construir um guião em que trabalhou com pessoas que não eram atores.

Já a sessão de encerramento vai ter a exibição de “Technoboss”, de João Nicolau. É um filme passado num carro, sobre um técnico em fim de carreira que atravessa várias aventuras.

A programação completa tem também “Nomad: In the Footsteps of Bruce Chatwin”, de Werner Herzog; “Blow It to Bits”, de Lech Kowalski; ou “A Story from Africa”, realizado por Billy Woodberry.

Ao todo são 303 filmes, 39 estreias mundiais e 45 estreias internacionais, que se vão espalhar por várias secções competitivas e não competitivas.

Consulte a programação completa, que inclui atividades como masterclasses, tutorias, residências e oficinas, no site oficial do Doclisboa, que se vai dividir entre o Cinema São Jorge, a Culturgest, o Cinema Ideal e a Cinemateca Portuguesa.

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