Cinema

Já reformado, Bruce Willis autoriza estúdios a criarem um “gémeo digital”

É o primeiro ator a permitir que a sua imagem possa ser replicada em filme através de inteligência artificial.
O ator reformou-se em março

Quando o termo deepfake foi introduzido ao mundo, poucos conheciam as suas capacidades — e os perigos. Mas assim que os primeiros vídeos foram surgindo, tornou-se bem claro de que as recriações digitais fiéis de pessoas seriam uma ferramenta poderosíssima.

Diagnosticado com afasia, Bruce Willis decidiu, em março, abandonar definitivamente a carreira. Isso não significa, contudo, que deixemos de ver o ator no ecrã.

Willis acaba de vender os seus direitos de imagem à Deepcake, uma empresa que aposta precisamente na tecnologia das deepfakes. Esta tecnologia, que utiliza o machine learning e a inteligência artificial, recolhe dados de filmes e audios existentes, para depois os poder replicar fielmente em formato digital.

Com este acordo, a empresa poderá usar a imagem de Willis, isto é, recriá-lo para uso em filmes, séries ou anúncios, colocando-o a dizer ou a fazer coisas que nunca disse ou fez. Será uma espécie de “gémeo digital” do ator.

O uso deste tipo de tecnologia na televisão e no cinema não é inédito. “The Mandalorian” recorreu a uma versão digital de Mark Hamill para recriar Luke Skywalker, por exemplo.

A decisão de Willis assenta também em experiências passadas, após ter visto a sua cara ser recriada para um anúncio russo. “Adorei a precisão na minha personagem (…) A tecnologia moderna permitiu-me estar noutro continente e poder comunicar, trabalhar e participar na filmagem. É uma experiência muito interessante”, explicou o ator na altura.

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