É mesmo verdade. Robert De Niro vai estar em Lisboa já nos dias 18 e 19 de outubro, mas não vem dos Estados Unidos sozinho. Quando, há duas décadas, se juntou à produtora Jane Rosenthal para criar um festival que reavivasse a cultura cinematográfica no sul de Manhattan, em Nova Iorque, o ator não esperava que este se tornasse num dos eventos mais reconhecidos no setor. E agora até exportou o conceito para uma estreia na Europa. De Niro estará acompanhado no Tribeca Festival Lisboa por várias outras estrelas.
“Todos os anos, o nosso objetivo é unir as comunidades, despertar a criatividade e inspirar novas ondas de inovação. Significa muito para nós trazermos este mesmo espírito a Lisboa — uma cidade que borbulha com uma renovada promessa cultural e económica”, afirmou o ator de 81 anos, durante a apresentação do evento.
Depois da saga dos festivais de verão dedicados à música — que aqui também não está excluída, mas já lá vamos —, o cinema e a televisão são os grandes focos do Tribeca Festival Lisboa. O evento vai decorrer no Beato Innovation District, um local que por si só une aquilo que este evento quer representar: a mistura da tradição com a inovação.
O espaço divide-se em quatro palcos. No Tribeca Talks, além dos fundadores, vão passar nomes como Chazz Palminteri, Albano Jerónimo, Daniela Ruah, Griffin Dune, Whoopi Goldberg, Ricardo Araújo Pereira e tantos outros. Além da história do festival, contada pelos seus fundadores na primeira talk do evento, pelas 12h40 do dia 18, por aqui haverá discussões à volta de temas como o que faz uma grande história, o poder da comédia e do drama na saúde mental, qual é a próxima “grande coisa” no entretenimento ou o impacto da inteligência artificial.
Já no World Stories haverá visionamentos de estreias internacionais, onde se incluem filmes como “Ezra”, “In the Summers” e “Jazzy”.
Por outro lado, o palco Made in Portugal é dedicado à produção nacional, com 12 filmes para descobrir. O cartaz é composto por produções como “Podia Ter Esperado Por Agosto”, o filme de César Mourão que junta nos papéis principais o próprio e Kevin Dias, o ator luso-descendente que se tornou reconhecido com a participação na série “Emily in Paris”. Este visionamento inaugura o festival logo na manhã de dia 18, pelas dez horas. “Silence”, “Os Sonhos Continuam” e “Das Duas Uma” são outras produções que, além do visionamento, contam com um Q&A entre atores e realizadores e o público.
Por fim, o Untold Stories será mais um espaço de conversa, aqui num formato informal. Vai ser debatido o impacto do digital na indústria, o fenómeno do poder das comunidades, a carreira dos atores e como os portugueses chegaram a Hollywood. Daniela Ruah, Joaquim de Almeida, Patty Jenkin, Jon Kilik, Francisco Froes e Sara Sampaio serão alguns nomes que vão passar por estes debates.
Além do cinema, há também espaço para a música. No primeiro dia do festival (18) vão atuar Samuel Úria, a fadista Gisela João e Xinobi Live, com um show de música eletrónica. No dia seguinte, sobem ao palco Diana Castro, Dino D’Santiago, Progressivu e haverá um Blaya DJ Set. Todos os espetáculos vão começar às 19h30. No espaço Music & Podcasts vai também ser possível assistir a episódios de podcasts famosos ao vivo. Entre estas emissões especiais, os espetadores poderão assistir à gravação de episódios de “Coisa Que Não Edifica Nem Destrói” (dia 19, às 15h50) de Ricardo Araújo Pereira, “O CEO é o Limite”, de Cátia Mateus (dia 19, às 14h), ou “Na Realidade É Ficção”, apresentado por Renato Godinho (dia 18, às 14h).
Claro que é de esperar o interesse crescente de estudantes e profissionais do cinema e entretenimento, mas este é um festival cultural que deve estar na lista de todos os fãs de cultura pop.
Os bilhetes já estão à venda no site do festival, onde também pode ser conhecida toda a programação. A opção diária custa 75€ e o passe para os dois dias fica por 130€.
Carregue na galeria para conhecer alguns dos painéis e temas que não pode perder neste evento.

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