Cinema

Kate Winslet diz que se arrepende de ter trabalhado com Woody Allen e Roman Polanski

A atriz já tinha mostrado arrependimento em trabalhar com certos homens em 2017.
"Titanic" é um dos seus filmes mais conhecidos

Há vários atores e atrizes que se arrependem de trabalhar em determinados projetos ou com determinados realizados, mas há agora mais um nome nesta lista que já é longa. Numa entrevista à “Vanity Fair“, Kate Winslet, revelou à revista que se arrepende de ter trabalhado com dois realizadores controversos  — Woodly Allen e Roman Polanski

A atriz norte-americana abordou como é que tem avaliado as suas decisões de carreira nesta fase da sua vida, nomeadamente sobre dois dos realizadores com quem trabalhou. “É inacreditável para mim agora que esses homens eram tidos em conta num patamar tão alto, especialmente na indústria do cinema, e pelo tempo que foram”, confessa à publicação. “É uma grande desgraça e eu tenho de tomar responsabilidade por ter trabalhado com os dois.”, afirma. Kate Winslet acrescenta, ainda, que não pode “voltar atrás no tempo” e que está a lidar com “arrependimento”. 

Em 2011, a atriz participou em “Carnage“, um filme de Roman Polanski, que era uma adaptação da peça de teatro “God of Carnage”. Mais recentemente, em 2017, Kate Winslet trabalhou com Woody Allen em “Wonder Wheel“, que foi polémico tendo em conta a altura em que foi lançado — o movimento #MeToo estava a começar a aparecer, com a divulgação de casos de assédio nos Estados Unidos.

Recorde-se que Woody Allen tem sido alvo de escrutínio público por várias décadas. Em primeiro, por ter casado com Soon-Yi Previn, a filha adotiva da sua ex-mulher Mia Farrow, mas não só. Em 1993, foi acusado de abusar sexualmente da sua filha adotiva Dylan Farrow e em 2014, Farrow publicou uma carta no “The New York Times” onde acusou o realizador de abuso sexual quando tinha apenas sete anos — Woody Allen sempre negou as acusações. 

Já em relação a Roman Polanski, as acusações começam em 1977, quando foi preso por ter violado uma jovem de 13 anos. O realizador foi acusado de seis crimes, mas fugiu para a Europa no ano seguinte e nunca mais regressou aos EUA. Desde 2010, mais quatro mulheres acusaram Polanski de assédio sexual enquanto eram menores, acusações que sempre negou.

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