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Liam Neeson criticado por narrar documentário antivacinas

"Plague of Corruption" levanta dúvidas sobre a vacinação e a pandemia. O ator garante que "nunca foi, nem é, antivacinas".

Liam Neeson volta a estar envolvido em polémica. Aos 73 anos, o ator deu voz a um novo documentário que questiona a legitimidade das vacinas e a pandemia de Covid-19.

A produção chama-se “Plague of Corruption” e baseia-se num bestseller coescrito por Judy Mikovits, uma ex-cientista que ganhou notoriedade durante a pandemia ao defender que a doença teria sido causada por uma variante defeituosa da vacina da gripe e ao apelar à recusa da vacinação.

O outro coautor do livro é Kent Heckenlively, que assume também o cargo de produtor executivo do documentário. Nas redes sociais, escreveu: “Liam Neeson leva-nos à vitória. Aslan [personagem do ator em “As Crónicas de Nárnia”] está do nosso lado”. A realização ficou a cargo de Michael Mazzola, cineasta que já tinha trabalhado em documentários sobre teorias da conspiração relacionadas com OVNI.

Perante as críticas que se multiplicaram online, sobretudo na plataforma X (antigo Twitter), a equipa do ator decidiu esclarecer a situação. “Todos reconhecemos que pode existir corrupção na indústria farmacêutica, mas isso nunca deve ser confundido com oposição às vacinas”, lê-se numa declaração enviada ao “The Guardian”.

“O Liam nunca foi, nem é, antivacinas. O seu vasto trabalho com a UNICEF sublinha o seu apoio de longa data à imunização global e a iniciativas de saúde pública. Ele não teve intervenção no conteúdo editorial do filme, e qualquer questão relativa às suas alegações ou mensagens deve ser dirigida aos produtores”, acrescenta o comunicado.

No documentário, a narração de Neeson afirma que os defensores das vacinas exigiram uma “submissão incondicional às nossas instituições públicas” e que “a ciência se tornou perigosamente politizada”.

O ator critica ainda os confinamentos durante a pandemia, defendendo que se “perderam milhares de vidas, não por causa do vírus, mas devido à angústia mental provocada por estas restrições severas”.

Noutro momento, refere um relatório que aponta que as vacinas foram “apressadas para o mercado” e descreve-as como “experiências perigosas”, acrescentando que as empresas farmacêuticas “continuam a escapar à responsabilização”.

O documentário ainda não tem data de estreia definida e, para já, só pode ser visto por utilizadores nos Estados Unidos que se inscrevam nas transmissões em direto dos estúdios Amigo Film.

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