Cinema

Morreu o mítico realizador alemão Wolfgang Petersen. Tinha 81 anos

Foi o responsável por vários sucessos de bilheteira, sobretudo nos anos 80 e 90, como "Das Boot" ou "Air Force One".
Tinha 81 anos.

Wolfgang Petersen, o cineasta alemão nomeado várias vezes para os Óscares, morreu esta terça-feira, 16 de agosto, de cancro do pâncreas. Segundo o seu representante, os últimos momentos do realizador foram passados em casa na companhia da sua mulher, Maria Borgel Petersen.

Peterson realizou vários filmes e documentários quando ainda estava na universidade, porém o sucesso chegou com “Das Boot“, em 1981. O filme que o lançou para fama conta a história dramática da tripulação de um submarino alemão durante a Segunda Guerra Mundial. Foi um sucesso crítico e comercial que acabou por ser nomeado para seis Óscares, incluindo o de Melhor Realizador e o de Melhor Argumento Adaptado.

“Tantos realizadores têm o seu único filme”, disse na altura. “É aquele que mudou tudo para si e sobre o qual as pessoas vão falar para sempre. Tenho a sorte de ter esse filme”.

A Odisseia do Submarino 96″, como o filme ficou conhecido em Portugal, foi reconhecido sobretudo pela originalidade. O drama procurava contrariar o estereótipo das produções de guerra norte-americanas, nos quais todos os alemães são insensíveis e cruéis.

Este foi apenas o ponto de partida para uma longa lista de sucessos. Em 1984, Petersen realizou aquela que foi a produção alemã mais cara desde o fim da guerra. “História Interminável” custou cerca de 30 milhões de euros, mas arrecadou muito mais nas bilheteiras. E tornou-se num verdadeiro clássico intemporal.

A partir daí deixou sempre a sua marca em Hollywood. Em 1993, por exemplo, juntou-se a Clint Eastwood para o thriller de assassinato “In the Line of Fire“, que foi nomeado para três Óscares, antes de trabalhar com Dustin Hoffman no thriller “Outbreak“, sobre uma pandemia. Dois anos depois, voltou à parceria com Harrison Ford para outro sucesso: “Air Force One“.

Porém, nos anos seguintes realizou algumas aventuras que tiveram péssimos resultados na bilheteira, como o filme “Tróia” e “Poseidon“. Dois desastres que determinaram o seu fim em Hollywood.

“O que eu provavelmente não deveria ter feito foi o ‘Poseidon’”, revelou numa entrevista em 2016. ” Não o devia ter feito, porque simplesmente não funciona assim”. A dada altura, falha-se”.

Esta decisão atirou Wolfgang para período sabático de dez anos, antes de regressar em 2016 com a comédia alemã “Vier gegen die Bank“.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT