O MOTELX — Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa — é um dos maiores eventos dentro deste género cinematográfico no País. Cria, anualmente, uma programação que inclui a exibição de filmes de renome e atividades para os fãs. Este ano não será diferente. A celebrar a 20.ª edição, o festival vai decorrer de 3 a 13 de setembro, no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa.
Embora a programação completa ainda não tenha sido revelada, já são conhecidas algumas estreias que poderá ver por lá, incluindo as datas de warm-up para arrepiar os fãs antes mesmo do arranque do festival.
As celebrações dos 20 anos do MOTELX começam já este mês com a exibição de filmes por Lisboa. No dia 31 de julho, sexta-feira, à meia-noite, “Saccharine” (2026) passará no no Cinema Nimas, enquanto, no dia seguinte, às 21 horas, haverá uma sessão de Curtas mais um DJ Set, na Casa do Comum.
A 14 de agosto, entre as 18 horas e as 21 horas, haverá cinema ao ar livre com a sessão do “Lobo Mau” e a transmissão de “The Guest” (2014), no Jardim das Amoreiras. Para terminar o pré-aquecimento do festival, a 27 de agosto, às 21 horas, passará no Palácio do Grilo, com o Black Cat Cinema, “The Others” (2001).
Os filmes, os prémios e os novos segmentos
Entre as obras já confirmadas destacam-se “Fuck My Son” (2025), uma comédia de terror que “celebra o mau gosto”; “Game” (2025), um pesadelo da cultura rave dos anos 90 interpretado por Jason Williamson — vocalista dos Sleaford Mod’s —, “Species”, um body-horror anti-capitalista francês que estreou no Festival de Cannes de 2025; e “Anymart” (2026), um filme que retrata o lado mais sombrio do mundo laboral do Japão através de um surrealismo e gore dentro de uma loja de conveniência.
Conhecido por distinguir as melhores curtas de terror com o Prémio MotelX para produções nacionais — que conta com diversas produções já confirmadas, como “A Hora do Chico” (2025); “Bruno, o Boneco” (2026); e “Consolatio” (2026) —, e o Prémio Méliès d’Argent para obras nacionais e internacionais, nesta edição também será entregue o Prémio Motelx para o “Melhor Guião de Terror Português”, com sete argumentos em competição.
Além disso, o festival também irá entregar o Prémio Noémia Delgado a mulheres notáveis no terror. Na edição de 2025, Gale Anne Hurd — conhecida pela série “The Walking Dead” (2010-2022) e os seus spin-off’s — recebeu o galardão. Este ano, o prémio é atribuído à cineasta sueca naturalizada portuguesa Solveig Nordlund, conhecida como uma das figuras pioneiras do cinema fantástico e de terror. Para celebrar o seu filme “Aparelho Voador a Baixa Altitude” (2002) será exibido numa versão restaurada em 4K.
As novidades deste ano passam pela criação de dois novos segmentos: “Lost in Europe: O Terror por Detrás da Cortina de Ferro” e “Falar sobre a Morte (Nunca Matou Ninguém)”. O primeiro, em parceria com a Cinemateca Portuguesa, é dedicado a redescobrir as cinematografias de terror dos países que fizeram parte da “Cortina de Ferro” — que estavam na divisão da Europa durante a Guerra Fria. Alguns dos filmes desta secção são “Ferat Vampire” (Checoslováquia, 1981), “Possession” (França/República Federal da Alemanha, 1981) e “The Singing, Ringing Tree” (República Democrática Alemã, 1957), entre outros.
Já “Falar sobre a Morte (Nunca Matou Ninguém)”, secção criada em parceria com o Goethe-Institut Portugal, serão transmitidas três obras centrais do cinema germânico (Alemanha, Áustria e Suíça): “The Death King” (1988), “Nekromantik” (1988) e “Nosferatu: O Vampiro da Noite” (1979).
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Nos segmentos tradicionais regressam “Quarto Perdido”, “Sala de Culto”, “Suite 13” “SectionX” e “Lobo Mau”. Nesta edição, “Quarto Perdido” será dedicado ao realizador português José de Sá Caetano, com a exibição da sua trilogia enigmática “Ruínas no Interior (Corpos Celestes)” (1976), “Um S Marginal” (1983) e “Azul Azul” (1984).Por outro lado, a “Sala de Culto” unirá o clássico de artes marciais taiwanês, “Kung Fu à Portuguesa” (1974), e a versão inglesa de “A Teia de Gelo” (2012), dois filmes com uma relação inusitada e inesperada.
Já a “Section X” reúne “Chronovisor” (2026), “Sunshine Express” (2025) e a “Variations on Violence” (2026). Os três filmes são conhecidos por debaterem, questionarem, refletirem ou desafiarem as regras, as figuras e as estruturas de autoridade que controlam a sociedade.
“Lobo Mau” regressa com o tradicional Peddy Paper no Cinema São Jorge, o Atelier Sensorial ALMA, as sessões de Sustos Curtos para várias faixas etárias e uma longa-metragem em estreia nacional. Nesta secção também será incluída um novo workshop de fotografia com Bernardo Gramaxo e a Associação Passa Sabi. Por fim, a “Suite 13” apresenta o programa “Sergio Martino e Acid Giallo: Atmosferas que Turvam os Sentidos”, com a programação a ser anunciada em breve.
Haverá ainda outros eventos que poderá participar e assistir. No dia 5 de setembro — o “Monster Day” — será dedicado à figura monstro enquanto elemento do terror, com workshop, Concurso de Monstros e uma festa de encerramento no Lounge do MOTELX. Enquanto isso, durante os 11 dias de festival, estará exposta a “Hotel Pastiche”, de João Telmo (Nova Companhia), uma exposição que reinventa 10 cenas de filmes clássicos de terror passadas num hotel.
A restante programação do festival e a informação sobre os bilhetes será divulgada em agosto no site oficial do evento.








