Guy Ritchie lançou mais um filme de ação caótico, elegante e cheio de tiros. “Na Zona Cinzenta” é a nova aposta do realizador britânico, que estreou esta quinta-feira, 28 de maio, nos cinemas portugueses. Junta Henry Cavill, Jake Gyllenhaal e Eiza González num thriller de assaltos, mercenários e guerras milionárias.
Depois de projetos como “Snatch” (2000), “The Gentlemen” (2024) ou “The Ministry of Ungentlemanly Warfare” (2024), Ritchie regressa ao território que melhor conhece: criminosos sofisticados, planos complexos, humor cru e personagens que resolvem quase tudo com armas automáticas e frases sarcásticas.
Desta vez, a história acompanha uma equipa secreta de operacionais de elite que vive “na zona cinzenta” entre a legalidade e o crime. Tudo começa quando um ditador rouba uma fortuna de mil milhões de dólares e um grupo de especialistas é enviado para recuperar o dinheiro numa missão praticamente suicida.
“Quando um déspota implacável rouba uma fortuna de mil milhões de dólares, a equipa é enviada para a recuperar numa missão que, para qualquer outra pessoa, seria suicida”, revela a sinopse. O que parecia um simples assalto rapidamente se transforma numa guerra de estratégia, perseguições e sobrevivência.
O elenco é um dos grandes trunfos do filme. Henry Cavill regressa aos filmes de ação como Sid, um mercenário experiente que lidera a operação ao lado de Bronco, interpretado por Jake Gyllenhaal. Eiza González assume o papel de Rachel, uma especialista em recuperação de dinheiro que acaba no centro da missão. O elenco secundário inclui ainda nomes de peso como Rosamund Pike, Carlos Bardem, Kristofer Hivju e Fisher Stevens.
No Rotten Tomatoes, “Na Zona Cinzenta” soma atualmente 49 por cento de aprovação da crítica, mas 83 por cento entre o público.
Para o “The Guardian”, o filme acaba por ser “uma explosão divertida e surpreendentemente séria”, com Guy Ritchie a mostrar novamente “o prazer evidente que tem em construir filmes de ação elegantes”. A publicação destaca ainda a química entre Cavill, Gyllenhaal e Eiza González, além das sequências de perseguição e combate.
Já o site “Roger Ebert” considera que o realizador entrega exatamente aquilo que os fãs esperam: “edição frenética, humor sarcástico, locais exóticos e personagens extremamente estilosas”. A crítica elogia particularmente a dinâmica entre os protagonistas e descreve o filme como “uma mistura improvável entre thriller financeiro e blockbuster de ação”.
No caso do “The Hollywood Reporter”, a reação é mais controversa. O artigo considera que a narrativa é “complicada e simplista ao mesmo tempo”, criticando o excesso de explicações e algumas incoerências do argumento. Ainda assim, reconhece que o carisma do elenco e as cenas de ação ajudam a tornar tudo “bastante fácil de ver”.
Também a “Variety” elogia sobretudo o estilo visual do projeto e a presença dos atores. A revista descreve “Na Zona Cinzenta” como “um passatempo visualmente elegante”, ainda que sublinhe que o filme “se preocupa mais com relógios, fatos e planos elaborados do que com desenvolvimento de personagens”.
Apesar das críticas divididas, praticamente todos os meios internacionais concordam num ponto: Guy Ritchie continua confortável neste tipo de cinema. Entre mercenários bem vestidos, perseguições em ilhas privadas, jogos mentais e tiroteios coreografados ao detalhe, “Na Zona Cinzenta” aposta mais no estilo e no entretenimento do que no realismo.
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