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Nimas celebra centenário de Marilyn Monroe com exibição dos seus filmes mais icónicos

A partir de 16 de abril, o espaço lisboeta aposta numa programação com obras que percorrem toda a carreira da atriz.

Mais de 60 anos após a sua morte, Marilyn Monroe continua a ser considerada uma das maiores divas do cinema e só isso é um bom motivo para ver os filmes que protagonizou. No entanto, a partir deste mês, há mais uma razão: para celebrar o centenário do seu nascimento (1 de junho de 1926), o Cinema Nimas, em Lisboa, vai promover um ciclo que percorre quase toda a sua carreira.

A partir de 16 de abril, arranca uma retrospectiva dedicada à atriz norte-americana. A iniciativa reúne praticamente todos os principais filmes de Marilyn, desde os primeiros papéis em Hollywood até aos títulos que ajudaram a construir a persona que a imortalizou.

Da programação fazem parte clássicos como “Os Homens Preferem as Loiras” (1953), “O Pecado Mora ao Lado” (1955) ou “Quanto Mais Quente Melhor” (1959), mas também obras menos óbvias, como “Quando a Cidade Dorme” (1950) ou “Eva” (1950), onde começou a chamar a atenção da indústria.

A ideia não é só revisitar a imagem da “loira explosiva” que marcou os anos dourados de Hollywwod, na década de 50, mas também olhar para a atriz que tentou, durante toda a carreira, ser levada a sério. Nascida com o nome de Norma Jeane Baker, passou por uma infância difícil, cresceu entre orfanatos e acabou por entrar no cinema quase por acaso. Em poucos anos, tornou-se uma das maiores estrelas do mundo, mas também uma das mais incompreendidas.

Essa dualidade está no centro deste ciclo, que acompanha a ascensão meteórica até ao último filme, “Os Inadaptados” (1961), já numa fase mais sombria da sua vida. Um ano depois, morreria, aos 36 anos, deixando um legado que nunca caiu no esquecimento.

Em paralelo, esta revisitação está também a acontecer fora de Portugal. A Cinemateca Francesa, em Paris, inaugura a 8 de abril uma grande exposição dedicada à atriz, onde se tenta desmontar a imagem construída pelos estúdios e mostrar uma Marilyn mais consciente, estratégica e até pioneira. A mostra reúne fotografias, objetos, excertos de filmes e peças icónicas do guarda-roupa, propondo uma leitura mais próxima da figura feminista que muitos hoje lhe reconhecem.

No Nimas, os filmes são exibidos em cópias restauradas, permitindo ver (ou rever) num ecrã de cinema as obras em que participou.

Conheça a lista de filmes que poderá ver ao longo das próximas semanas. A programação completa deverá ficar disponível, nos próximos dias, com datas, horários e preços no site do Cinema Nimas. 

— “Louco por Mulheres” (1949), de David Miller
— “Quando a Cidade Dorme” (1950), de John Huston
— “Eva” (1950), de Joseph L. Mankiewicz
— “Desengano” (1952), de Fritz Lang
— “A Culpa Foi do Macaco” (1952), de Howard Hawks
— “Niagara” (1953), de Henry Hathaway
— “Os Homens Preferem as Loiras” (1953), de Howard Hawks
— “Como se Conquista um Milionário” (1953), de Jean Negulesco
— “Rio sem Regresso” (1954), de Otto Preminger
— “Parada de Estrelas” (1954), de Walter Lang
— “O Pecado Mora ao Lado” (1955), de Billy Wilder
— “Paragem de Autocarro” (1956), de Joshua Logan
— “O Príncipe e a Corista” (1957), de Laurence Olivier
— “Quanto Mais Quente Melhor” (1959), de Billy Wilder
— “Vamo-nos Amar” (1960), de George Cukor
— “Os Inadaptados” (1961), de John Huston

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