Cinema

O grande novo filme de animação da Disney estreia online esta sexta-feira

“Raya e o Último Dragão” chega a 5 de março à plataforma Disney+ e foi produzido durante a pandemia.
Aqui mandam as mulheres

A história de uma rapariga forte que gosta de artes marciais não é nova no universo de animação da Disney. Mas desta vez, “Raya e o Último Dragão” será o primeiro filme em que a protagonista é uma princesa do sudeste asiático. Estreia esta sexta-feira, 5 de março, na Disney+.

Raya, cuja voz da versão original é de Kelly Marie Tran, é uma guerreira que tem como missão encontrar o último dragão lendário para reconstruir o mundo destruído e voltar a unir o seu povo. Sozinha. Tudo porque foram eles que, há 500 anos, se sacrificaram para salvar a humanidade de uma força maligna, que entretanto voltou.

A história passa-se no mundo de fantasia de Kumandra, um lugar onde humanos e dragões convivem alegremente. Neste caminho para conseguir defender a humanidade, Raya irá perceber também que precisa de ajuda de outros e de confiar mais em si própria.

“Diria que é uma história sobre confiança e sobre pessoas que fazem o que é necessário para se unirem. Não é exatamente por acaso o género que têm, mas eles trabalham para algo muito maior. Além disso, temos Tong e Boun na história, e temos Benja, que é a chave por trás de tudo o que motiva a história. Então, realmente vemos isto como um mundo que reflete mais o mundo em que vivemos, se olharmos para as multidões, para os guardas, vamos ver sempre uma divisão de 50-50 que é mais parecida ao mundo em que vivemos”, explicou um dos produtores, Osnat Shurer, ao site “Coming Soon”.

Realizado por Don Hall e Carlos López Estrada, este filme conta ainda com vozes de atores como Awkwafina, Gemma Chan, Daniel Dae Kim ou Sandra Oh. Uma das mais elogiadas tem sido mesmo Awkwafina, que interpreta o dragão Sisu, personagem que dizem assentar-lhe na perfeição e que permite mostrar diversas facetas do seu trabalho.

A produção foi feita durante a pandemia, o que obrigou a que acontecesse em casa de cada um dos animadores, cineastas e artistas, entre animais de estimação, tarefas domésticas e bebés. Por outro lado, Don Hall colocou ao serviço da história todo o seu conhecimento sobre artes marciais para que várias modalidades de diferentes origens estivessem ali representadas.

O rigor e o cuidado não ficaram por aqui. Para que tudo estivesse de acordo com a cultura asiática entraram ainda no processo vários entendidos na matéria, como no caso dos tecidos ou da linguística.

Para ver este filme na Disney+, vai ter de pagar 21,99 € para ter acesso premium à plataforma, que dura durante um mês, explica o site oficial. Depois disso, fica disponível para todos os subscritores do serviço Disney+, a partir de 4 de junho.

Este modelo pago já foi usado noutros países, aquando da estreia do remake de “Mulan”, mas é a primeira vez que acontece em Portugal, desde o lançamento da plataforma em setembro.

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