Cinema

A noite louca em que Woody Harrelson foi preso em Londres foi transformada em filme

Há noites tão desastradas que podiam dar um filme. No caso do ator, uma noite dessas serviu de inspiração para a sua estreia atrás das câmaras.
Woody Harrelson faz dele próprio.

É longa a lista de atores que já se estrearam atrás das câmaras, alguns abrindo caminho a uma segunda carreira em Hollywood como realizadores. No caso de Woody Harrelson, a sua estreia destacou-se. Não foi apenas um filme o que nos ofereceu, foi mesmo uma experiência.

A 20 de janeiro de 2017, 500 cinemas norte-americanos e um no Reino Unido levaram a cabo um autêntico evento. Woody Harrelson estreava-se como realizador diante dos olhos dos espectadores, num filme transmitido em direto enquanto decorria as filmagens.

Essa experiência deu lugar a “Perdido em Londres”, que não chegou a estrear nos cinemas nacionais mas que chega agora a Portugal. Vai estrear nesta noite de sábado, dia 27 de março, às 21h30, no TVCine Top.

Certa noite, em junho de 2002, Woody Harrelson meteu-se em apuros em Londres. Uma estranha noite acabou com uma perseguição de táxi e com o ator a ser detido. O que de bizarro se passou naquela altura serviu de inspiração para este projeto.

O filme que estreou em direto começava com um aviso curioso, o de que demasiadas das coisas que as pessoas iam ver no ecrã eram verdade. Era um aviso que mostrava também o sentido de humor e à vontade de Woody Harrelson, fazendo desta abordagem auto-depreciativa uma experiência cinematográfica.

O filme retrata num único plano contínuo, sem cortes, a visão do ator sobre o que se passou naquela noite em 2002. Foi uma estreia ambiciosa a vários níveis como realizador.

O ator não fez a coisa por menos e conseguiu trabalhar durante aquele tempo de filme com cerca de 30 atores, entre eles Owen Wilson e Daniel Radcliffe, mais umas centenas de figurantes. Filmou ainda em 14 cenários diferentes, recorrendo a diferentes veículos (incluindo táxis e uma carrinha da polícia).

Para conseguir contar a proeza, contou com uma equipa capaz de improvisar, com destaque para o engenhoso  operador de câmara, Jon Hembrough, que conseguiu acompanhar toda a história, que começou a ser gravada quando eram duas da manhã em Londres.

“Perdido em Londres” recebeu elogios aquando da estreia mas acabou por ficar de fora do circuito de cinemas português. Podemos agora compensar essa lacuna no conforto do sofá lá de casa, num filme que, entre outros méritos, consegue brincar com a própria cultura em torno das celebridades.

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