Cinema

“A Noite Passada em Soho”: o novo filme com Anya Taylor-Joy para ver nos cinemas

Este thriller psicológico tem uma mensagem feminista latente. Estreou nas salas portuguesas esta quinta-feira, 28 de outubro.
Anya Taylor-Joy é uma das protagonistas.

Edgar Wright é o realizador de “Shaun of the Dead”, “Scott Pilgrim contra o Mundo” ou “Baby Driver – Alta Velocidade”. Desta vez, o cineasta britânico quis fazer um thriller psicológico à séria. O resultado é “A Noite Passada em Soho”, que estreou nos cinemas portugueses esta quinta-feira, 28 de outubro.

A narrativa, que foi escrita pela argumentista Krysty Wilson-Cairns em parceria com o realizador, divide-se entre a Londres dos anos 60 e a de hoje. Com particular destaque, claro, para o bairro de Soho. No presente, Eloise (Thomasin McKenzie) é uma jovem mulher com uma paixão por moda e com um sexto sentido estranhamente apurado.

É também alguém que sonha com a Londres de outrora, a que a mãe conheceu e onde viveu, na década de 1960. Eloise era uma miúda quando a sua progenitora se suicidou. Desde então que tem tido visões com ela.

A sua vida não é fácil: na escola de moda que frequenta tem de lidar com uma série de dificuldades. A sua colega de quarto, na residência estudantil, não gosta de si e tem atitudes menos corretas. Eloise decide então usar os poucos recursos que tem para encontrar um sítio onde ficar, fora do campus.

É assim que vai parar ao sótão de Ms. Collins (Diana Rigg, no seu último papel antes de morrer), uma figura maternal que nunca transformou aquela divisão da sua antiga casa.

Para Eloise isso não tem mal nenhum, visto que a protagonista de “A Noite Passada em Soho” tem a tal apetência pelo retro e pelo vintage. Acredita que no passado era mais autêntico e mágico.

Pouco tempo depois de se mudar para esse sótão, Eloise começa a ter sonhos que parecem reais e que a levam para o ano de 1966. Nos sonhos, que começam a ser regulares, encarna uma mulher chamada Sandie (Anya Taylor-Joy). Aqui não existem coincidências— Sandie viveu naquele mesmo sótão há algumas décadas.

No início, Eloise fica deslumbrada com o mundo a que é apresentada. É tal qual como imaginava: o glamour dos vestidos e das festas, a música, o estilo das pessoas.

Sandie era uma aspirante a cantora, nos clubes do Soho, e Eloise está a viver a sua vida durante a noite. Passa os dias a pensar naquilo e a desejar poder ir para a cama mais cedo. Será imaginação? Viagens no tempo? A dúvida paira no ar.

Contudo, o agente de Sandie, Jack (Matt Smith), vai começar a mostrar o seu lado escondido e violento. Rapidamente a vida de Sandie (e Eloise) passa de sonho a pesadelo. Jack quer explorá-la, quer que tenha relações com homens mais velhos em troca de dinheiro. Os elementos de suspense, fantasia e terror entram em força nesta parte da história.

É quando aparecem umas figuras genéricas masculinas, que representam toda a violência por parte dos homens contra as mulheres — seja nos anos 60 ou agora, de forma omnipresente. “A Noite Passada em Soho” tem uma mensagem feminista latente, ainda que não seja um tema abordado de forma direta. O enredo vai escalando à medida que o filme avança, até chegar a um terceiro ato que tem sido descrito como tendo uma enorme reviravolta.

O elenco do filme inclui ainda Terence Stamp, James Phelps, Oliver Phelps, Aimee Cassettari, Rita Tushingham, Michael Ajao, Synnove Karlsen, Jessie Mei Li, Kassius Nelson ou Rebecca Harrod, entre outros.

Carregue na galeria para conhecer outros dos principais filmes que vão estrear até ao final do ano.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT