Cinema

A nova vida de Brad Pitt: o solteirão solidário

Ajudou os mais carenciados, reacendeu os rumores da relação com Jennifer Aniston e atacou Donald Trump. Foi um ano em grande.

Quem não gosta de Brad Pitt? Se respondeu “ninguém”, errou por uma pessoa. O ator provavelmente não está na lista de amigos do presidente Donald Trump, que foi um dos seus alvos preferidos nos últimos 12 meses. Ainda assim, a estrela de 56 anos teve muito tempo para fazer boas ações e novos amigos.

Onde menos se esperava, ele aparecia para fazer mais uma boa ação: em campanhas de entrega de comida aos mais necessitados; em cerimónias de finalistas e até em homenagens aos trabalhadores essenciais durante a pandemia.

Não é por acaso que detém o título de solteirão mais cobiçado do mundo, apesar de ter sido colocado em risco graças a um pequeno romance de verão que aparentemente já terminou. Seja como for, é o solteiro, ator e tipo mais porreiro de Hollywood — e a prova está neste resumo do seu 2020.

O Brad bonzinho

Só quando tirou a máscara é que a multidão percebeu quem era o homem que carregava as caixas de bens essenciais, destinadas a famílias pobres, afetadas pela crise pandémica.

De camisa de flanela e um par de jeans rasgados, o ator de 56 anos trabalhou arduamente durante quatro horas, apenas com uma pausa para fumar um cigarro. Esta não foi, contudo, a única boa ação do ano de Pitt.

Em junho, a estrela resolveu participar numa iniciativa dos Grammy que homenageava os “heróis invisíveis” que mantinham o país a funcionar durante a difícil pandemia. E pelo caminho aproveitou para dar os parabéns aos finalistas da Universidade do Missouri, obrigados a celebrar cada um de sua casa, por causa das restrições impostas para travar o vírus.

“Deve ser muito estranho fazer isto durante estes tempos difíceis, mas estamos todos a torcer por vocês. Apostamos o nosso dinheiro em vocês, para que façam deste mundo um sítio melhor”, disse.

Pitt em Los Angeles, numa pausa durante a campanha de entrega de bens essenciais

A reabilitação

O ano de Pitt foi também um de revelações. Os rumores sobre o consumo excessivo de álcool — que terão sido um dos motivos pelos quais a relação com Angelina Jolie acabou em divórcio — foram confirmados pelo próprio em entrevista, antes de explicar que passou um ano e meio a frequentar reuniões dos Alcoólicos Anónimos.

Meses mais tarde, haveria de agradecer publicamente a Bradley Cooper pela ajuda dada na sua luta pela sobriedade, não só relativamente ao álcool mas também à marijuana.

“Fiquei sóbrio graças a este tipo e todos os meus dias desde então têm sido mais felizes”, atirou.

O ativista político

Quando não está a ajudar os mais necessitados, está presente na outra frente de batalha, de dedo apontado aos mais poderosos. Foi o que aconteceu durante a cerimónia dos Óscares, quando Pitt decidiu atirar-se ao Partido Republicano.

O ator de 56 anos criticou duramente o Senado, maioritariamente republicano, por ter rejeitado os esforços democratas para interrogarem o antigo conselheiro de segurança nacional de Trump, John Bolton. Seria um trunfo no julgamento pela destituição do presidente norte-americano, acusado de abuso de poder e obstrução ao Congresso.

“Disseram-me que tinha 45 segundos [para agradecer o Oscar para Melhor Ator Secundário], o que são mais 45 segundos do que aqueles que o Senado deu ao John Bolton”, atirou, perante aplausos e críticas.

Sem medo de represálias por parte do público e da imprensa mais conservadora, voltou ao ataque, desta vez a fazer o que sabe melhor: a representar. Num sketch do Saturday Night Live, Pitt encarnou Anthony Fauci, o homem encarregue da resposta norte-americana à pandemia e diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas.

Constantemente criticado por Donald Trump, que desafiava constantemente as suas recomendações, Pitt resolveu satirizar a situação, sobretudo depois do presidente ter questionado sobre a eficácia do uso de luzes ultravioleta e a ingestão de desinfetantes como forma de curar a doença.

Os constantes reencontros com Jennifer Aniston

Foram casados durante cinco anos e separaram-se em 2005. Inevitavelmente, o eterno casal nunca se separou na mente dos fãs, que viram em 2020 uma espécie de reaproximação. Real ou não, a verdade é que os momentos de tensão existiram.

Brad Pitt divorciou-se em 2016. Aniston em 2017. E os rumores tornaram-se imparáveis, com as câmaras sempre apontadas aos dois, sobretudo nos inevitáveis encontros nas galas.

Aconteceu nos Globos de Ouro, quando Pitt subiu ao palco para receber um prémio. “Queria ter vindo acompanhado da minha mãe, mas não podia porque dizem sempre que estou a namorar com quem quer que esteja sentada ao meu lado. Ia ser muito constrangedor”, atirou. Na plateia, com a câmara fixada em si, Aniston não conseguiu deixar de esboçar um sorriso contido.

Mais tarde, voltariam a reencontrar-se de forma ainda mais próxima, num momento que foi analisado à lupa — e que provocou palpitações aos fãs. Pitt foi apanhado em frente aos ecrãs, no momento em que a ex-mulher foi chamada ao palco para receber um prémio. Não conseguiu disfarçar o sorriso.

O encontro que pôs o mundo a falar

Haveriam de se cruzar nos bastidores, onde acabam por se abraçar e trocar algumas palavras. Aniston com a mão no peito do ator, Pitt segurou-a até ao último segundo. As fotos correram o mundo. Cada imagem foi analisada ao pormenor e convocaram-se peritos em linguagem corporal para tentar adivinhar o que poderia ir na cabeça de cada uma das estrelas do cinema.

A especulação haveria de ter direito a um terceiro capítulo, ainda que num encontro virtual. Numa leitura do guião de “Fast Times at Ridgemont High” em videoconferência, que juntou nomes como Sean Penn, Matthew McConaughey, Shia LaBeouf, Jimmy Kimmel ou Morgan Freeman.

O encontro começou com um simples cumprimento entre os dois, com o elenco de luxo em silêncio, a sorrir. Na sorte da atribuição dos papéis — cada ator teria que interpretar uma cena do filme —, calhou a Pitt e Aniston um encontro escaldante entre duas das personagens.

“Olá Brad, sabes que sempre achei que eras mesmo giro”, leu a atriz. E o mundo voltou a mergulhar na fantasia de que, talvez, haja uma hipótese do casal se voltar a juntar.

Nas palavras do homem que assistiu a tudo de perto: “Se eu senti o calor através do ecrã do Brad? Sim, sim, era tão palpável”. Se Matthew McConaughey o diz, é porque é verdade.

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