Sete anos depois, o universo de “Star Wars” regressou finalmente ao cinema. O filme, chamado “Star Wars: The Mandalorian and Grogu”, que chegou às salas portuguesas esta quinta-feira, 21 de maio, não traz apenas o reencontro dos fãs com Grogu, Pedro Pascal ou batalhas espaciais gigantes. A obra traz também Martin Scorsese para o universo criado por George Lucas.
O realizador de “Taxi Driver”, “Goodfellas” e “The Irishman” faz uma participação inesperada na obra, realizada por Jon Favreau. Scorsese dá voz a uma criatura alienígena de quatro braços que gere uma roulote de sandes no planeta Shakari, uma espécie de Nova Iorque intergaláctica dominada por mafiosos ligados ao Império.
A escolha não parece ter sido inocente. O cineasta, que construiu alguns dos filmes de gangsters mais importantes da história do cinema, acaba precisamente por interpretar uma personagem pressionada pelos criminosos locais num ambiente urbano muito disperso. A crítica internacional descreveu a participação como uma das surpresas mais inusitadas do filme.
A nova aventura acompanha Din Djarin, o Mandalorian interpretado por Pedro Pascal, e Grogu, a pequena criatura que ficou conhecida mundialmente como “Baby Yoda” O filme situa-se depois da terceira temporada da série “The Mandalorian”, do Disney+, acompanhando Mando — como é conhecido o protagonista — já integrado nas missões da Nova República, numa nova fase da relação com Grogu.
Desta vez, a Nova República recruta Mando para uma missão ligada ao clã Hutt, uma poderosa família criminosa do universo “Star Wars” conhecida por controlar operações ilegais, contrabando e redes de crime pela galáxia. O objetivo passa por resgatar Rotta, filho de Jabba the Hutt, em troca de informações importantes sobre os antigos aliados do Império.
Rotta é precisamente uma das maiores novidades do filme e surge com a voz de Jeremy Allen White, estrela da série “The Bear” do Disney+. O ator interpreta uma versão bastante diferente dos Hutts tradicionais: mais musculado, atlético e até emocionalmente mais vulnerável do que Jabba.
Segundo Jon Favreau, a escolha do ator surgiu depois de ter interpretado o cozinheiro. “Ele traz muita humanidade e vulnerabilidade às suas personagens”, explicou o realizador ao “The Hollywood Reporter”, sublinhando que queria alguém capaz de dar profundidade emocional à personagem.
O filme inclui ainda Sigourney Weaver, que interpreta Colonel Ward, uma oficial da Nova República que coordena a missão de Mando. A atriz descreveu o projeto como “exatamente o tipo de filme de que precisamos neste momento, capaz de nos afastar um pouco deste mundo complicado”.
No Rotten Tomatoes, “Star Wars: The Mandalorian and Grogu” soma atualmente 60 por cento de aprovação entre os críticos.
Para a “Screen Rant”, o projeto é “genuinamente divertido de ver”, elogiando sobretudo a relação entre Mando e Grogu. Uma leitura semelhante surge no “TheWrap”, que descreve o filme como “o projeto ‘Star Wars’ mais divertido desde os anos 80”.
Já a “Variety” destaca o tom mais leve e televisivo do projeto. “The Mandalorian and Grogu” é descrito como “uma aventura eficiente que apenas finge ser um verdadeiro filme de ‘Star Wars’”, funcionando mais como “nostalgia leve da saga”.
O jornal “The Guardian”, escreve que o filme “avança de forma competente”, embora considere que falta “humanidade, humor e o melodrama espacial extravagante” típico da saga. Ainda assim, elogia a participação de Scorsese, descrevendo-a como “divertidamente interpretada”.
As críticas mais duras surgem sobretudo do “Independent” e da “IGN”. O jornal britânico chama-lhe “o filme mais aborrecido e inconsequente de ‘Star Wars’ alguma vez feito”, enquanto a IGN afirma que o projeto “entra quase imediatamente num ciclo de nostalgia satisfeita consigo própria”.
Apesar disso, praticamente toda a crítica concorda em dois pontos: Grogu continua a ser irresistível e o espetáculo visual mantém a escala gigantesca típica da saga. O “The Hollywood Reporter” sublinha ainda que há “explosões suficientes para justificar o preço dos bilhetes premium”.








