Cinema

O arrepiante documentário de true crime que chegou ao top da Netflix em Portugal

"What Jennifer Did" conta a história de uma jovem que orquestrou o assassinato dos pais. É baseado em factos reais.
Tornou-se um fenómeno global.

Em novembro de 2010, um telefonema levou as autoridades até à residência de uma família num bairro em Ontário, no Canadá. Ao telefone, Jennifer Pan revelou aos guardas que estava em casa com os pais quando quatro homens, todos eles armados, invadiram o espaço a exigir dinheiro.

Quando a polícia chegou, a jovem de 28 anos era a única pessoa consciente. A testemunha alegou que os criminosos dispararam e fugiram imediatamente do local. A mãe morreu de forma imediata, enquanto o pai ficou em coma e precisou de cuidados médicos urgentes. No entanto, viria a sobreviver.

À medida que a investigação avançou, as autoridades começaram a notar uma série de mentiras na história e a desconfiar da jovem. Foi em 2015, após muita perseguição, que Jennifer confessou ter orquestrado a invasão e foi condenada a prisão perpétua pelo assassinato.

Agora, a história arrepiante deu origem a um documentário que conta toda a história da família. Desde que estreou, a 10 de abril, “What Jennifer Did” , começou a subir no top da Netflix — já é o segundo filme mais visto no nosso País, segundo os dados do FlixPatrol, portal que agrega os rankings globais dos conteúdos de streaming.

Realizado por Jenny Popplewell, a produção junta uma série de mensagens incriminatórias e entrevistas com os detetives. O filme de true crime acompanha a vida de Pan, uma aspirante a pianista a uma homicida em primeiro grau, cobrindo ainda a noite do crime e toda a investigação.

“Quando Jennifer Pan liga para o número de emergência a informar que os pais foram alvejados, torna-se a peça central de uma cativante investigação policial”, pode ler-se na sinopse oficial do documentário, que conta com cerca de 90 minutos.

O documentário tem uma pontuação da audiência do Rotten Tomatoes de 82 por cento, embora os críticos apenas atribuam uma avaliação de 57 por cento. O resultado divide opiniões, mas isso não impediu o lançamento de se tornar o número um em dezenas de países, incluindo o Canadá, os Estados Unidos, a Austrália, os Países Baixos ou a Dinamarca.

Atualmente, Jennifer está a cumprir a pena de prisão perpétua na Grand Valley Institution for Women, em Ontário. Já o pai Huei Hann Pan, que acabou por sobreviver, testemunhou no julgamento e afirmou que se recorda de ter levado um tiro na cabeça e ter acordado com a esposa morta.

O progenitor, de 70 anos, também afirmou que os assassinos conversaram com sua filha e pareciam conhecer-se. “Não consegui ouvir o que estava a ser dito, mas eles falavam baixinho”, confessou, ao jornal “Toronto Star”.

Há uma série de teorias sobre o que levou Jennifer a querer assassinar os pais, com quem morava. Muitos defendem que era porque os pais ambicionavam um futuro diferente do que ela ambicionava — o pai queria que se tornasse farmacêutica, a mãe pianista — outros mencionam que é porque o casal desaprovava o seu relacionamento.

Embora não traga todas as respostas, o documentário compromete-se a martelar todas as perguntas que foram surgindo e a analisar cada uma das motivações da autora do crime. E, para os mais curiosos, mostra onde (e como) Jennifer e o pai se encontram atualmente.

Carregue na galeria e conheça as novidades que chegaram à televisão em abril.

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