Cinema

O “Bad Boy” Will Smith regressa ao cinema após a infame chapada nos Óscares

A sequela "Tudo ou Nada" estreou nos cinemas portugueses esta quinta-feira, 6 de junho. Mistura comédia, ação e saúde mental.
Vai-se rir imenso.

Will Smith não consegue escapar da chapada que deu a Chris Rock nos Óscares de 2022. Embora tenha pedido desculpa inúmeras vezes, a agressão continua a ser intensamente debatida. Porém, parece que o ator já ultrapassou o incidente e agora até o usa para a comédia.

Em “Bad Boys: Tudo ou Nada”, filme que foi lançado esta quinta-feira, 6 de junho, nos cinemas portugueses, há uma cena em que Smith é esbofeteado por Marcus, o seu companheiro interpretado por Martin Lawrence — tudo para soltarem as gargalhas dos espectadores, claro.

A saga que começou em 1995 regressa com uma nova produção, mas agora há uma pequena diferença: os perseguidos são os protagonistas, ao contrário do que aconteceu nas longas-metragens anteriores.

Quando o Capitão Howard é acusado de crimes relacionados com o tráfico de droga, Mike (Will Smith) e Marcus prometem limpar o seu nome. À medida que se aproximam da verdade, são incriminados e tornam-se fugitivos com as cabeças a prémio, graças a um cartel de droga.

“Procurados pela polícia, visados pelos cartéis, caçados por todos os gangues da cidade… no fim de contas, o que vais fazer quando todos vierem atrás de ti?”, questiona a sinopse oficial.

Os respetivos papéis tornaram-se em alguns dos mais emblemáticos das carreiras dos atores. No entanto, não foram originalmente criados para eles. “O Dana Carvey e o Jon Lovitz foram os Bad Boys originais. Seria um filme completamente diferente”, disse Will no talk show de Jimmy Fallon. Não interpretaram estas personagens porque não gostaram dos guiões originais — que acabaram por ser mudados já com Will e Martin Lawrence em mente.

A admiração mútua entre os atores mantém-se até hoje, e não têm medo de o expressar. No primeiro dia das gravações, quando as tensões estavam elevadas, Lawrence parou Smith e deixou-lhe uma mensagem que acabou por “definir o tom das filmagens”. “Disse-me: ‘Adoro-te, irmão. Espero que saibas disso'”, contou Will numa conversa com a revista “People”.

“Depois disso, braçou-me e disse que nos íamos divertir muito a fazer este filme. Não queríamos apressar o processo, mas sim levar tudo com calma para que o resultado fosse perfeito”, acrescenta.

Apesar de ser uma comédia, aborda temas fortes como a saúde mental, o bem-estar, a espiritualidade, o luto e a ansiedade, entre muitos outros. “É divertido e entusiasmante. Tem momentos para rir, outros para aplaudir e também explora conceitos bastante profundos”, assegurou Smith Will à revista “Vibe”.

“O Mike está a lidar com muitos problemas e precisa de se libertar. Adoro explorar esses temas e gostei especialmente da forma ligamos a saúde mental à espiritualidade, sempre com humor.” Martin concorda com a abordagem. “Acredito no poder que Deus pode ter na nossa vida”, sublinha. “Estamos a desafiar as expetativas dos espectadores relativamente ao típico filme de verão”, conclui.

A aposta em “algo diferente” parece estar ganha, uma vez que o filme está a ser elogiado pelos críticos. No agregador Rotten Tomatoes, conta, por enquanto, com uma pontuação de 70 por cento. “No contexto dos filmes de verão, este é magnífico”, descreve o “Times”.

No entanto, há quem não tenha ficado impressionado. “O enredo é absurdo, as acrobacias ainda mais e a lógica inexistente. Contudo, é um filme divertido o suficiente — de uma forma caótica e suja”, salienta a BBC.

Carregue na galeria e conheça algumas das séries e temporadas que estreiam em junho nas plataformas de streaming e canais de televisão.

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