Cinema

“The Disciple”: o novo filme da Netflix está a ser super elogiado pela crítica

Depois de ter sido considerado o melhor filme do Lisbon & Estoril Film Festival, chega às casas de todo o mundo.
Para aproveitar o fim de semana

Estreia esta sexta-feira, 30 de abril, o filme “The Disciple”, de Chaitanya Tamhane, na Netflix. Considerado o melhor filme no Lisbon & Estoril Film Festival (Leffest), tem Alfonso Cuarón como produtor executivo.

A distinção do Leffest não foi a única que recebeu, uma vez que este filme indiano também teve o Melhor Argumento no Festival de Veneza e o Prémio FIPRESCI, Federação Internacional de Críticos de Cinema. E está a ser bastante elogiado pela imprensa especializada. Não é de estranhar por isso que a Netflix tenha comprado os direitos do filme em janeiro.

A obra conta a história de Sharad Nerulkar — interpretado por Aditya Modak —, que dedica a vida a tornar-se cantor de música clássica indiana. Para consegui-lo segue a tradição imposta pelos seus mestres, gurus e pelo próprio pai, só que nem tudo parece fácil e o cantor questiona-se sobre se realmente irá atingir o elevado patamar que pretende.

Ainda na casa dos 20 anos, Sharad guarda como relíquia umas gravações de Maai, uma antiga cantora que é uma referência naquela arte. As cassetes foram deixadas ao jovem pelo pai, que já morreu, e vão com ele para todo o lado.

Uma das características muito marcadas de Sharad é também a solidão em que vive desde pequeno, onde nem os amigos nem as relações amorosas são opção. O seu foco na música e no seu aperfeiçoamento é total. Ainda assim, parece que o resto da sociedade de Mumbai não acompanha o seu interesse pela música clássica indiana, dando-lhe cada vez menos atenção.

“A história de ‘The Disciple” surgiu da minha própria busca pela excelência e direção. É sobre quantos de nós seguem todas as regras e mesmo assim, às vezes, descobrimos que falta algo”, disse Chaitanya Tamhane ao “Deadline”.

“Há muita pesquisa para fazer um filme e o meu objetivo como realizador foi sempre contar a minha história com autenticidade dentro de uma estrutura dramática. Também é preciso dar ao público inteligência e intuição para poderes investir na tua história, independentemente do contexto cultural. Estou feliz por essa abordagem ter funcionado bem em ‘The Disciple’”, acrescentou ainda.

Do lado do galardoado cineasta mexicano não faltam elogios para o seu mentorado de apenas 34 anos: “Acredito que Chaitanya é uma das novas vozes mais importantes do cinema contemporâneo e estou entusiasmado por ‘The Disciple’ poder ser apreciado por públicos em todo o mundo.”

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