Cinema

“O Paramédico”: o novo filme espanhol da Netflix é perturbador (e muito popular)

É um dos conteúdos mais vistos na plataforma de streaming no nosso País. O ator Mario Casas interpreta o protagonista.
Mario Casas é o protagonista.

Ángel é um paramédico. O seu dia normal passa por responder a situações de emergência, seja acidentes de carro, incêndios ou incidentes com idosos que têm problemas de saúde. Ángel, o protagonista desta história, é, contudo, um paramédico diferente.

Tal como se fosse um serial killer, Ángel gosta de levar objetos de cada ocorrência a que é chamado — como se fossem troféus de cada caso em que trabalha. Vende alguns dos itens, outros guarda para si próprio. Mas este é só o início de uma personalidade atribulada e perturbadora que vai piorando ao longo da narrativa de “O Paramédico”.

O thriller espanhol realizado por Carles Torras estreou na Netflix a 16 de setembro e tem sido um sucesso de audiências na plataforma de streaming — nos últimos dias tem estado sempre no top 3 dos conteúdos mais vistos em Portugal.

Aparentemente, Ángel tem uma vida feliz com a namorada com quem vive, Vane, que está a estudar para se tornar numa veterinária. Estão a tentar ter um filho, mas sem sucesso. Ángel odeia o vizinho e sobretudo o cão do vizinho, porque ladra durante a noite enquanto o homem idoso vai visitar a mulher doente ao hospital. 

Além disso, posiciona os seus problemas de fertilidade como se fossem apenas culpa de Vane, e não é um grande amigo para o seu colega de ambulância Ricardo. Vane parece distante, como se gostasse mais de conviver com os seus colegas universitários, e ambos continuam conformados neste ciclo — até que deixam de o poder fazer. 

Numa chamada de urgência como qualquer outra, um camião atinge a ambulância de Ángel e o protagonista fica paraplégico de um momento para o outro. Não consegue trabalhar, culpa o seu colega Ricardo porque estava a conduzir, não consegue ter relações sexuais com Vane e as suas frustrações e inseguranças escalam de uma forma exponencial.

Cada vez mais furioso, e a desconfiar que Vane o está a trair com um colega, Ángel faz o download de uma aplicação de vigilância e instala-a no telemóvel da namorada. O único pouco consolo que tem é na companhia do seu fisioterapeuta, mas essas sessões servem sobretudo para alimentar o seu ego e narcisismo.

À medida que os dias passam naquele apartamento, Ángel é cada vez mais consumido pela raiva — e vai ouvindo todas as chamadas que Vane faz no telemóvel. Não demora muito até começar a cometer atos de violência, usando técnicas e habilidades da sua profissão.

Desde o cão do vizinho até à namorada, muitos são os intervenientes no caminho deste paramédico obsessivo e problemático que se vão defrontar com enormes problemas e violência. A sua jornada de vingança, repleta de reviravoltas, irá tornar-se cada vez mais obscura até haver destruição, morte e uma série de acontecimentos inevitáveis.

Ángel, que é interpretado por Mario Casas (“Contratempo”), não é um protagonista com que nos identifiquemos — mas antes um que vamos desprezando cada vez mais com o tempo. O elenco inclui ainda Déborah François, Guillermo Pfening, Celso Bugallo, Raúl Jiménez, Maria Rodríguez Soto e Pol Monen, entre outros. “O Paramédico” tem uma duração de 1h34.

Carregue na galeria para conhecer as principais novidades da televisão (e do streaming) para este mês de setembro.

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