Cinema

Depois da grande obra, o adeus: Alex Garland anuncia reforma aos 53 anos

"Guerra Civil" é o grande blockbuster que se segue. Entre críticas e ovações, Garland já decidiu: não ocupará mais a cadeira de realizador.
Pode não ser um adeus definitivo.

Alex Garland prepara-se para a estreia de “Guerra Civil”, o seu maior e mais recente filme que chega às salas de cinema norte-americanas a 12 de abril. Os fãs aguardam com entusiasmo a obra que promete mergulhar num cenário épico, embora o filme chegue a par de uma triste notícia.

Esta segunda-feira, 1 de abril, o cineasta revelou ao “The Guardian” que se vai reformar e que não pensa em “realizar novos filmes num futuro próximo”. Não é, então, um adeus definitivo — mas não se sabe quando regressará.

Como motivo para esta ausência, Alex fala sobre a “pressão” que vem não só do dinheiro, mas também do facto de “estarmos a pedir às pessoas que confiem em algo que, aparentemente, não parece muito confiável”. “Adoro cinema, mas a produção cinematográfica não existe no vácuo. Existe numa vida e também num contexto mais amplo”, comenta.

Também fala sobre o excesso de efeitos visuais que existem atualmente na indústria e, acima de tudo, o comportamento inadequado para com as atrizes. “Confiam que a nudez delas será tratada com atenção e respeito quando não é isso que acontece.”

No início da sua carreira, revelou-se como argumentista com filmes como “A Praia” e “28 Dias Depois”. Em 2015 apostou no cargo de realizador e lançou “Ex Machina”, que se tornou num filme de culto. Seguiram-se projetos como “Aniquilação”, de 2018, e “Men”, de 2022.

“Guerra Civil”, o seu trabalho mais recente, é protagonizado por Kirsten Dunst, Wagner Moura, Cailee Spaeny e Nick Offerman. A história passa-se num futuro próximo e explora tensões da vida real. Como pano de fundo, tem um conflito nos EUA que é analisado através da cobertura de um trio de jornalistas.

Carregue na galeria e conheça algumas das novidades de abril.

 

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