Cinema

“Os Rapazes do Grupo”: o filme gay que promete ser a nova sensação da Netflix

Jim Parsons, Matt Bomer, Andrew Rannells e Zachary Quinto são alguns dos atores que participam nesta história.
Um elenco de estrelas protagoniza o filme.

Estreou em 1968 enquanto peça de teatro na Broadway, numa altura em que os movimentos pela liberação dos homossexuais nos EUA ainda não tinham tido o seu efeito — e antes da crise relacionada com a SIDA que se seguiu. Agora, “Os Rapazes do Grupo” é o novo filme da Netflix.

A produção chegou à plataforma de streaming esta quarta-feira, 30 de setembro, e é uma adaptação da peça de teatro que estreou na Broadway em 2018 — uma versão atualizada (mas não muito) da história original da peça de Mart Crowley, que também chegaria aos cinemas em 1970, numa adaptação realizada por William Friedkin.

O mesmo acontece agora, nos tempos modernos. Dois anos depois da Broadway, chega o filme, e com o mesmo elenco de estrelas. Alguns dos mais famosos atores homossexuais da indústria de Hollywood participam neste projeto.

É o caso de Jim Parsons, Matt Bomer, Andrew Rannells ou Zachary Quinto, além de o elenco incluir ainda Charlie Carver, Robin de Jesus, Brian Hutchison, Tuc Watkins, Brian Dole e Mark Thomas Young, entre outros. 

O filme realizado por Joe Mantello foi produzido por Ryan Murphy, como parte do acordo milionário que o famoso produtor assinou com a Netflix há dois anos. Esta é a história de um grupo de amigos gay, numa altura em que a comunidade LGBT — se é que podemos sequer dizer que existia uma — ainda não se tinha aceitado a si própria.

Muitas das personagens refletem as inseguranças ou o ódio próprio que existia entre os homossexuais da altura — frustrados pela sociedade americana dos anos 60 e a tentarem adaptar-se às circunstâncias. Daí que, com todas as mudanças sociais que existiram desde essa época, este filme esteja a ser algo criticado por apresentar uma visão retrógada.

A ideia foi mesmo fazerem um remake de uma história que marcou aquele tempo e que está na história da comunidade gay americana — mesmo que hoje em dia tenha de ser vista com outros olhos, enquadrando toda a narrativa num contexto muito próprio, distante da realidade atual.

Esta é uma história sobre um grupo de amigos gays que se reúne em casa de um dos protagonistas, Michael, em Manhattan, em Nova Iorque, para celebrar o aniversário de outra personagem, Harold.

É uma festa caseira com vários tipos de protagonistas. Há um casal cujos parceiros têm visões totalmente diferentes sobre a monogamia; melancólico e solitário, Bernard é o único negro do grupo; há o exuberante e orgulhoso Emory; há um stripper masculino que está ali como presente para o aniversariante; e Alan, um amigo de Michael que aparentemente é um homossexual não assumido, mas cuja participação na festa vai acabar por correr mal.

Entre copos, os amigos vão jogar um jogo que envolve ligarem a antigas paixões ou namorados para confessarem o que sentiam (ou ainda sentem) por eles. Esse será o elemento que irá entreter as personagens na festa mas também levá-las a todas as imensas intrigas que se irão desenrolar pela noite fora.

A crítica internacional parece dividir-se em relação ao filme. Há quem o considere inapropriado em 2020, mas também quem o defenda por representar uma nova versão sensação de um registo histórico que foi a peça e o filme original de “Os Rapazes do Grupo”. Também há quem elogie imenso o trabalho dos atores e quem os acuse de serem superficiais nas suas interpretações. O melhor é ver por si mesmo. A nova versão desta produção tem a duração de duas horas e um minuto.

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