Cinema

Óscares pedem desculpa a atriz Sacheen Littlefeather: “Só passaram 50 anos!”

Em 1973, a atriz e ativista recusou o Óscar entregue a Marlon Brando pelo papel que fez em “O Padrinho” — em nome do ator.
Hoje, a atriz tem 75 anos.

Em 1973 Marlon Brando foi consagrado como o Melhor Ator do ano ao vencer o Óscar pelo seu papel como Vito Corleone em “O Padrinho”. O ator não compareceu na cerimónia. Em vez disso, pediu à atriz e ativista nativo-americana Sacheen Littlefeather para que fosse ao palco recusar a estatueta dourada em seu nome.

O objetivo era criticar a forma como os nativo-americanos eram retratados na indústria cinematográfica de Hollywood. Sacheen Littlefeather leu um discurso escrito por Marlon Brando — e, apesar de alguns aplausos, foi apupada durante a gala. Depois, foi também alvo de críticas por parte de diversos setores da sociedade, incluindo do meio do cinema.

Agora, 49 anos depois, os Óscares anunciaram esta segunda-feira, 15 de agosto, que vão organizar um evento dedicado à comunidade nativo-americana. A ideia é que a iniciativa compense de alguma forma os transtornos causados a partir de 1973. Terá atuações de artistas nativo-americanos e um propósito de “conversa, cura e celebração”. Está marcada para 17 de setembro.

No seu site oficial, a Academia recorda como a carreira de Sacheen Littlefeather foi boicotada depois deste ato simbólico. E explica que a atriz foi “atacada e assediada pessoalmente e discriminada”.

Hoje, Sacheen Littlefeather tem 75 anos. A reação da própria à organização deste evento vem incluída no comunicado divulgado pelos Óscares. “Sobre o pedido de desculpas da Academia, nós índios somos pessoas muito pacientes — só passaram 50 anos!”.

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