Cinema

Filmes vão ter de cumprir quotas raciais para poderem ser nomeados para os Óscares

As novas regras foram anunciadas esta quarta-feira, 9 de setembro. Entram em vigor em 2024.
"Parasite" foi o vencedor na edição deste ano.

É a maior revolução da história dos Óscares nos últimos anos. A partir de 2024, todos os filmes que pretendam ganhar o prémio mais desejado de toda a indústria do cinema vão precisar de cumprir vários requisitos para poder concorrer. Terão que ter um número mínimo de funcionários na divulgação, equipa de produção e administrativa de minorias éticas que estão pouco representadas ou, pelo menos, abordar os temas que afetam estes grupos.

“Esta abertura tem de refletir a diversidade da população mundial na criação de filmes e na conexão das audiências com os mesmos”, revelou David Rubin, presidente da Academia, numa declaração citada pela “Hollywood Reporter“. “A Academia está empenhada em desempenhar um papel vital em tornar esta situação numa realidade. Acreditamos que estes requisitos de inclusão vão ser fundamentais para a longo prazo mudaram a nossa indústria”, afirma o responsável. 

As novas regras fazem com que os filmes que concorram na categoria de Melhor Filme terão que cumprir pelo menos dois de quatro critérios criados. O primeiro critério obriga a que o protagonista do filme pertença a um grupo sub-representado, ou que, pelo menos, 30 por cento dos papéis secundários estejam distribuídos por minorias, ou que a história principal seja sobre um destes grupos. 

Em segundo lugar, o filme tem que ter como figuras principais nos bastidores, como o diretor de casting ou o decorador de set, que façam parte de grupos historicamente desfavorecidos  —  mulheres, LGTBQ + ou pessoas com dificuldades cognitivas. Além disso, devem também oferecer estágios remunerados a membros destas comunidades e desenvolver as suas capacidades, e o estúdio do filme deve ter representação variada dentro dos departamentos de distribuição, marketing e publicidade. 

As edições dos Óscares de 2021 a 2023 ainda não vão obrigar os participantes a cumprir com estas regras. Ainda assim, vão ter que submeter um relatório de inclusão para um filme poder ser concorrer aos maiores prémios do cinema mundial. A decisão foi tomada cinco anos depois da controvérsia do polémico #OscarsSoWhite.

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