Cinema

Parece que vem aí um novo “Star Wars” e conta com produção e realização de nomes de peso

É um dos segredos melhor guardados de Hollywood. A Damon Lindelof, junta-se agora a realizadora Sharmeen Obaid-Chinoy.
Foram revelados o produtor e a realizadora do novo filme.

Esqueçam-se os spinoffs e as séries centradas em personagens paralelas. Em fevereiro revelámos que a Disney estaria mesmo a “preparar ativamente” uma nova trilogia que irá deixar para trás a saga dos Skywalker e aventurar-se em novos terrenos. Um mês depois, após um tweet feito por Jeff Sneider, repórter do “The Ankler”, surgiu um rumor de que Damon Lindelof estaria a trabalhar no novo filme de “Star Wars”. Na altura, não se sabia ainda muito sobre o projeto, mas a reputação do produtor de “Lost” na televisão falava já por si, e não demorou até que os fãs se mostrassem entusiasmados.

Após meses de especulação, fontes próximas da produção revelaram que o filme não está a ser desenvolvido apenas por Damon Lindelof. Sharmeen Obaid-Chinoy, jornalista e ativista paquistanesa, foi escolhida como realizadora. Porém, ainda não se sabe quem estará a co-escrever o novo episódio da saga com Lindelof, nem qual será o seu foco. Parece que é um dos segredos melhor guardados de Hollywood.

Quando a Disney comprou a Lucasfilm, arrancou uma nova trilogia da icónica produção, que começou em 2015 e foi terminada em 2019 com o lançamento de “Star Wars: Os Últimos Jedi”. Com a derrota da First Order às mãos da Resistência, tudo parecia terminado. Contudo a narrativa criada por George Lucas tem mil e uma vidas — e muitas mais histórias para contar. Segundo a jornalista Joanna Robinson e antiga repórter da “Vanity Fair”, existem rumores sobre o desenvolvimento de um novo trio de capítulos que irão focar-se no renascimento da Ordem dos Jedi.

Ainda assim, em declarações ao podcast “The Ringer”, Robinson explicou que “seria possível encher um estádio com as ideias em que a Lucasfilm se mostrou interessada, mas que nunca se concretizaram”. Ainda que esteja na fase inicial — a ser escrito —, a recente contratação da realizadora pode significar que este projeto estará a ser incentivado pelo estúdio. A Lucasfilm deixou bem claro, no entanto, que querem garantir que a próxima série de filmes tenha uma história com a qual estejam felizes e não vêm a necessidade de a apressar.

Sharmeen Obaid-Chinoy continua a estreitar laços com a Disney, depois do sucesso dos vários episódios de “Ms. Marvel” que realizou para a Marvel Studios. Recentemente, a vencedora de um Óscar e um Emmy, comprometeu-se a dirigir a adaptação da Paramount de “Brilliance”, que está a ser produzida por Will Smith. Por enquanto, o estúdio continua focado na série “Star Wars: The Mandalorian”, que regressa em 2023 com a terceira temporada. 

Foi já há 43 anos que a música composta por John Williams começou a tocar enquanto umas grandes e amarelas letras subiam pelo ecrã acima — e pela galáxia fora — dando início à história épica de “Star Wars”. Em Portugal, a saga ficou conhecida pelo título em português, “Guerra das Estrelas”, entretanto caído em desuso.

Em seis anos, entre 1977 e 1983, George Lucas criou as histórias da trilogia original, que rapidamente conquistaram o estatuto de filmes de culto. As personagens carismáticas e diversas, os efeitos especiais e a narrativa envolvente foram características que a tornaram numa das sagas de cinema mais populares de sempre.

Embora com alguns projetos pelo meio — como dois telefilmes nos anos 80 sobre os Ewoks — “Star Wars” esteve adormecida até ao final dos anos 90. Em 1999 que George Lucas começou a segunda trilogia, e das prequelas, composta pelos episódios “A Ameaça Fantasma”“O Ataque dos Clones” (2002) e “A Vingança dos Sith” (2005).

Apesar de não terem sido aclamados pela crítica, os filmes voltaram a alimentar a comunidade de fãs e serviram para atrair novas gerações. O merchandise já era uma das grandes mais-valias da saga, as histórias já tinham chegado a múltiplas coleções de livros. Sete anos depois do último capítulo da segunda trilogia, aconteceu algo inesperado: a Disney adquiriu a Lucasfilm pelo equivalente a vários milhares de milhões de euros. Tratou-se de um dos negócios da década na indústria do entretenimento.

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