Cinema

Pela segunda vez uma mulher vence Palma de Ouro (mas Spike Lee quase estragava a festa)

Uma gaffe do presidente do júri deu a perceber antes da hora que a realizadora francesa Julia Ducournau seria a grande vencedora.
A gaffe não estragou a festa.

Pela segunda vez na história, a Palma de Ouro, o prémio máximo do festival de Cannes, foi para uma realizadora. A francesa Julia Ducournau, de 37 anos, recebeu o prémio pela sua obra “Titane”. Ducournau segue as pisadas de Jane Campion, que em 1993 se tornou a primeira mulher a vencer Cannes, com “O Piano”. A vencedora junta ainda o feito de ser a mais nova entre os 24 nomeados.

Mas a noite de sábado, 17 de julho, em Cannes, ficou também marcada por uma curiosa gaffe. Spike Lee, o presidente do júri, acabou por dar um certo spoiler à cerimónia. Ao ser questionado em francês sobre um dos prémios, o cineasta norte-americano leu um cartão e anunciou prematuramente o vencedor na categoria de melhor filme.

O realizador admitiu depois em conferência de imprensa o erro. “Não há desculpas”. Ainda assim, o anúncio prematuro não estragou a consagração da realizadora francesa. O júri de Cannes elogiou “a fantasia bela, sombria e distorcida de Ducournau”, realçando a forma como esta história muito própria sobre crime e violência combina originalidade e até algum humor.

O prestigiado festival de cinema voltou à Riviera Francesa após um hiato no ano de 2020, devido à pandemia. Esta foi considerada uma das competições mais imprevisíveis dos últimos anos. A cerimónia decorreu em julho, mais tarde do que o habitual, já que o festival costuma decorrer em maio.

No discurso de aceitação do prémio, a emocionada realizadora francesa agradeceu a aposta numa maior diversidade. “Obrigado por deixarem os monstros entrar”.

A lista completa dos premiados de Cannes pode ser consultada online. Em baixo, pode ver o teaser de “Titane”.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT