Cinema

Porque é que Kelly McGillis não entrou no novo “Top Gun”? “Estou velha e gorda”

A atriz que fazia par amoroso com Tom Cruise não foi convidada para participar na sequela. E diz que sabe a razão.
O filme original é de 1986.

“Top Gun: Maverick”, a muito esperada sequela do filme icónico dos anos 80, estreou nos cinemas portugueses a 26 de maio. Os espectadores reencontraram o prodigioso piloto Maverick (Tom Cruise) e o mundo competitivo dos pilotos de caças da marinha americana.

Para estabelecer uma ligação à história original — além de elementos como a banda sonora e cenas alusivas —, a sequela foi feita com base na relação entre Maverick e o seu companheiro Goose, que morreu de forma trágica na sequência de um voo. Agora, Maverick vai ser obrigado a treinar uma equipa de jovens pilotos acabados de se licenciarem na academia Top Gun — e entre os recrutas encontra-se Rooster (Miles Teller), filho de Goose, com quem Maverick tem uma relação algo atribulada.

A outra ligação forte na narrativa em relação ao original tem a ver com Iceman. O antigo rival do protagonista é agora um superior hierárquico respeitado que salvou Maverick inúmeras vezes ao longo da sua carreira. O ator Val Kilmer está bastante debilitado, graças a um cancro na garganta, e incapacitado de falar e trabalhar. Tom Cruise fez questão de prestar uma homenagem ao seu velho amigo no grande ecrã.

A personagem que não teve direito a regressar à história foi a de Kelly McGillis, que interpretava a instrutora Charlie Blackwood no primeiro filme, e fazia par amoroso com o protagonista de Tom Cruise. Nesta nova história, esse papel coube a Jennifer Connelly, que interpreta outra personagem, Penny Benjamin.

Em 2019, quando já se sabia que “Top Gun: Maverick” estava a ser gravado, Kelly McGillis revelou à “Entertainment Tonight” que não foi contactada pela produção para participar na sequela. 

Kelly McGillis tem hoje 64 anos.

“Não, não me convidaram, nem acho que alguma vez convidariam”, disse a atriz, que hoje tem 64 anos — apenas mais cinco do que Tom Cruise. “Quer dizer, estou velha e gorda, parece que tenho a idade que tenho, e aquilo não é sobre isso.”

Contudo, Kelly McGillis também não pareceu muito infeliz com a realidade. “Prefiro muito mais sentir-me segura na minha pele, e com o que sou e com quem sou na minha idade, em vez de valorizar todas essas coisas.”

A atriz acrescentou ainda que começou a trabalhar menos em Hollywood para se dedicar à família e se manter sóbria — e que não fazia grande questão de ver a sequela nos cinemas. “Acho que depende das críticas que tiver”, explicou em 2019. “Mas não vou a correr para o cinema.”

Já este ano, em declarações à “Insider”, o realizador Joseph Kosinski confirmou a ausência de Kelly McGillis e também de Meg Ryan, que interpretava a mulher de Goose no primeiro filme — e que até é bastante mencionada neste segundo.

“Essas não eram histórias em que estávamos a pensar. Não queria que cada linha narrativa fosse sempre a olhar para trás. Era importante apresentar algumas personagens novas”, disse o cineasta, sem dar mais motivos para a decisão criativa que foi tomada.

Leia também a crítica da NiT a “Top Gun: Maverick” e saiba os recordes que o filme bateu nos primeiros dias. Tom Cruise não quis usar efeitos especiais — e obrigou os atores a voarem mesmo nos caças. E a voz de Val Kilmer foi criada graças ao uso de inteligência artificial.

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