Cinema

“Priscilla”: o filme de Sofia Coppola sobre a surpreendente mulher de Elvis

A longa-metragem estreia nas salas de cinema portuguesas, este sábado, no Teatro Tivoli, no âmbito do festival Leffest.

No ano passado, “Elvis” de Baz Luhrmann voltou a trazer para o palco a vida Rei do Rock ‘n’ Roll, com uma elogiada longa-metragem protagonizada por Austin Butler. Agora, em 2023, o foco está na surpreendente mulher do cantor. “Priscilla”, filme de Sofia Coppola, estreia nas salas de cinema portuguesas este sábado, 11 de novembro, no Teatro Tivoli, como parte da programação do festival Leffest.

Baseado no livro de memórias escrito pela esposa de Presley e por Sandra Harmon, “Elvis and Me”, este projeto acompanha a jovem Priscilla Beaulieu quando conheceu o cantor, que ganha vida nesta adaptação através de Jacob Elordi (Nate Jacobs de Euphoria). Na altura, a jovem tinha apenas 14 anos. Este encontro fez despertar uma relação intensa que a levou para o centro de um dos romances mais famosos da história da cultura pop.

“Através dos olhos de Priscilla, Sofia Coppola narra o lado menos conhecido de um grande mito americano e traça um retrato profundamente comovente, arrebatador e detalhado de uma história de amor, fantasia e fama”, pode ler-se na sinopse do festival de cinema.

“Inspirando-se no livro de memórias de Priscilla Presley, a realizadora procurou examinar ‘o modo como Priscilla se torna quem é e o que significa ser mulher para ela e para a geração seguinte. Ela vive muitas das mesmas experiências que todas as jovens mulheres vivem ao longo do processo de entrar na idade adulta, mas num ambiente grandioso e invulgar. A história de Priscilla é, simultaneamente, única e extraordinariamente familiar’”, conclui.

Apesar de ter sido constantemente consultada durante o processo de criação do filme, a mulher, agora com 78 anos, afirmou estar “muito preocupada” com a produção. Até porque o projeto aborda alguns aspetos menos conhecidos e mais perturbadores do casamento de ambos. Não existem travões nas amostras de misoginia, traições ou controlo tóxico retratados na obra de Coppola.

No entanto, após ver o filme, confessou que a longa-metragem está bastante “precisa”, disse ao “Entertainment Weekly”. “Não tenho problemas com a forma como ela desenvolveu este trabalho”, acrescentou, de forma inesperada.

Esta é uma opinião que não é unânime no seio da família Presley. Antes de falecer, em janeiro do presente ano, Lisa Marie, filha de Priscilla e Elvis (e mãe da atriz Riley Keough), terá criticado o guião, considerando mesmo que se trata de um documento “vingativo”.

“O meu pai só aparece como predador e manipulador. Como filha dele, não é assim que interpreto o que aconteceu e não o revejo nesse personagem. Li este texto e não vejo a perspetiva de minha mãe sobre meu pai”, escreveu num email enviado para a revista “Variety”. “Li isto e vejo uma perspetiva chocante, vingativa e desdenhosa da realizadora e não entendo porquê”, cita a revista, referindo que o texto foi enviado em setembro do ano passado.

Apesar de os familiares terem opiniões distintas, a crítica parece ter gostado do novo trabalho de Sofia Coppola. “Alguns poderão criticar Coppola por regressar a terrenos familiares, mas é difícil criticar o resultado: uma jornada enternecedora ao lado sombrio do coração de uma celebridade. É o seu melhor filme desde ‘Lost in Translation’”, afirma a revista “Rolling Stone”.

Carregue na galeria para conhecer as novas séries que chegam ou regressam à televisão em novembro.

ARTIGOS RECOMENDADOS