Cinema

“Rocketman” está a chegar — será que vai ser o próximo “Bohemian Rhapsody”?

Desta vez, quem está em destaque é Elton John — e não Freddie Mercury e os Queen.
O filme estreia esta quinta-feira, 30 de maio.

Pouco elogiado pela crítica, “Bohemian Rhapsody” — o filme que conta a história dos Queen e do seu líder, Freddie Mercury — foi um sucesso enorme na bilheteiras. Foi visto por milhões de pessoas em todo o mundo e foi bastante valorizado nos vários prémios de cinema.

Venceu o Globo de Ouro de Melhor Drama e o protagonista, Rami Malek, o prémio de Melhor Ator — sendo que venceu o Óscar na mesma categoria (entre outras três estatuetas douradas mais técnicas). Conquistou ainda distinções importantes nos BAFTA e nos SAG Awards. Goste-se ou não, com mais ou menos imprecisões históricas, foi um filme que marcou, sem dúvida, o ano de 2018.

Esta quinta-feira, 30 de maio, estreia um projeto que, à partida, pode encaixar nos mesmos parâmetros. “Rocketman” é o título de uma canção de Elton John e também do filme que vai contar a sua história.

Tal como “Bohemian Rhapsody”, tem uma forte componente musical centrada num ícone da música britânica que teve momentos controversos, problemas com drogas e que é homossexual. Além de, claro, ter milhões de fãs da sua música e persona.

O Rami Malek desta produção é Taron Egerton — depois de rumores de que poderia ser Tom Hardy, Michael Gracey ou Justin Timberlake, como o próprio Elton John terá sugerido. O ator de 30 anos, que se tornou conhecido com “Kingsman: Serviços Secretos”, ficou com a tarefa exigente de interpretar Sir Elton John ao longo de vários momentos marcantes da sua vida. Elton John e Taron Egerton conhecem-se precisamente desde que o cantor fez uma participação especial em “Kingsman: O Círculo Dourado”, que estreou em 2017.

Ao contrário de “Bohemian Rhapsody”, “Rocketman” é um filme estruturado mais como um musical do que como um drama que tem partes em que as personagens interpretam músicas — o que é bem diferente.

Taron Egerton explicou isso mesmo ao site “Collider”. O protagonista disse que não considera sequer que este seja um filme biográfico. “Toda a gente pensa que é uma biopic, mas não é. É uma fantasia musical, por isso, são as músicas dele a serem usadas para expressar momentos importantes e emocionais da sua vida. Ele não é a única personagem que canta. Vai ser divertido.”

Outro dado importante é que Taron Egerton cantou em todas as partes do filme. Rami Malek apenas fez playback — a voz que ouvíamos era uma combinação de gravações de Freddie Mercury com o talento de um cantor desconhecido com um timbre muito semelhante.

Egerton teve aulas de canto para interpretar a personagem, disse na mesma entrevista, que foi publicada em janeiro deste ano. “Gravei algumas canções, tenho tido aulas de canto. O passo seguinte foi pensar na coreografia e tentar criar pelo menos alguns traços da performance dele em palco. Vou fazer tudo e estarei sempre a cantar, sem playback.”

O ator revelou que se quis entregar completamente ao papel de Reginald Dwight — o verdadeiro nome do músico prodígio que começou a aprender piano aos sete anos e que construiria uma carreira com o nome artístico Elton John. Vendeu mais de 300 milhões de discos em todo o planeta.

No filme, o ator Richard Madden — de “Bodyguard” e “A Guerra dos Tronos” — interpreta John Reid, o amante de Elton John. Taron Egerton diz que gravaram cenas intensas de sexo e que adorou “cada segundo”, numa entrevista à MTV.

“Entrei mesmo naquilo, gravei a minha primeira cena de sexo neste filme e foi com um homem bastante conhecido. Foi bastante físico. Penso que o filme é uma celebração de tudo aquilo que Elton John é e parte disso é a sua sexualidade. Penso que a comunidade gay vai ficar surpreendida por quão gay parece o filme.”

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