cinema

Roman Polanski desiste de apresentar os prémios César

O realizador franco-polaco foi pressionado por várias associações dos direitos das mulheres, pelo crime de violação que cometeu nos anos 70.

O realizador nasceu em 1933 em Paris, França

Depois de muitas pressões para que Roman Polanski não presidisse à cerimónia de 2017 dos prémios César, o realizador franco-polaco decidiu desistir. Uma petição online contra a sua presença teve mais de 60 mil assinaturas e houve um movimento de boicote àqueles que são os Óscares franceses. Também já estavam marcadas manifestações para o dia da gala.

O caso aconteceu há 40 anos, quando Polanski violou uma adolescente de 13 anos, nos EUA. Assumiu a culpa e esteve preso durante 42 dias, mas, depois de ser libertado temporariamente e de pensar que voltaria para a prisão, fugiu para Paris, França, onde nasceu em 1933.

O caso nunca foi oficialmente encerrado e ao longo dos anos as autoridades norte-americanas têm tentado que o realizador seja extraditado, sem sucesso. Por isso, várias associações de defesa dos direitos das mulheres têm feito a sua luta, até estes prémios César, cuja cerimónia acontece a 24 de fevereiro na Salle Pleyel, em Paris.

O advogado de Roman Polanski, Hervé Temime, disse à “AFP” que a controvérsia tinha deixado o realizador “profundamente triste”. “Contudo, de forma a não perturbar a cerimónia dos César, que se deve focar no cinema e não na escolha do presidente, Roman Polanski decidiu não aceitar o convite.”

Em dezembro, o realizador derrotou uma tentativa dos EUA de o extraditar da Polónia. Várias personalidades do cinema francês, entre os quais Gilles Lellouche e François Berléand, têm vindo a público defender Polanski e o seu direito de apresentar os prémios.

“Polanski tem vivido em França nos últimos 40 anos. As acusações contra ele são antes da sua chegada. Durante estes anos ele tem feito filmes! Era na altura que devia ter sido banido de viver ou trabalhar aqui”, defendeu Lellouche, citado pelo “The Guardian”.

A ministra francesa para os direitos das mulheres, Laurence Rossignol, disse, em entrevista à rádio pública francesa, estar “chocada” com a escolha do realizador para os César.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

NiTfm

AGENDA NiT