Cinema

“A Sentinela”: o novo filme da Netflix fala de violência sexual

Estreia esta sexta-feira, 5 de março, na plataforma de streaming. Tem sido destacado pelo seu realismo.
Ação gira em torno de violação

O filme “A Sentinela” estreia esta sexta-feira, 5 de março, na Netflix e não podia trazer um tema mais atual. Numa altura em que a sociedade fala cada vez mais dos crimes de natureza sexual, é precisamente esse tipo de violência ou agressão que a história vem abordar.

“Ele vai pagar pelo que fez” é a frase que poderia bem resumir o filme e que é possível ouvir no trailer apresentado. Realizado por Julien Leclercq, esta produção francesa retrata a realidade de Klara, interpretada por Olga Kurylenko. Esta militar de 33 anos foi transferida para Nice para integrar a Operação Sentinelle, depois de ter vivido intensamente todo o drama da guerra da Síria.

Esse regresso a França permite-lhe reunir-se com a mãe e a irmã e tentar recuperar a vida que deixou para trás quando foi para a guerra. Ainda assim, nem tudo é fácil para esta mulher soldado.

Tudo começa por focar-se no stress pós-traumático de Klara, até que a sua irmã, Tania — cuja personagem é interpretada por Marilyn Lima —, aparece quase morta numa noite, depois de sair de uma discoteca.

Quando percebe que o que a levou àquele estado foi uma violação, Klara decide procurar o responsável por tais atos e para isso usa todos os seus conhecimentos e treino militar.

Toda esta sede de vingança leva a jovem até Yvan Kadnikov, representado por Andrey Gorlenko. Filho de um poderoso oligarca russo da Riviera Francesa, Yvan é, naturalmente, perigoso, mas nada será capaz de tirar a Klara a ideia de querer defender a irmã.

Apesar de não haver demasiados diálogos para Olga Kurylenko, a sua prestação tem sido elogiada pela crítica pela forma como conseguiu fazer passar a mensagem e as emoções através do olhar ou de gestos.

Por outro lado, embora esta história não esteja anunciada como baseada em factos reais, poderia muito bem sê-lo, uma vez que retrata uma realidade que ainda acontece hoje em dia e que tem sido tão falada como a dos abusos sexuais e violações cujos números têm vindo a aumentar.

Além de Julien Leclercq, o argumento do filme foi escrito por Matthieu Serveau. O resto do elenco conta ainda com nomes como Michel Nabokoff, Carole Weyers, Michel Biel, Martin Swabey, Blaise Afonso, Guillaume Duhesme ou Gabriel Almaer, entre outros.

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