Cinema

“Zona de Perigo”: o novo thriller de ação da Netflix para ver no confinamento

A história passa-se num futuro próximo, numa guerra com humanos e robôs. O filme tem quase duas horas de duração.
Tem quase duas horas de duração.

Com os cinemas novamente fechados e a grande maioria da população em casa, a tendência para ver filmes na televisão — e no streaming — só se pode acentuar. A Netflix dá uma ajuda com “Zona de Perigo”, o novo thriller de ação da plataforma, que estreou a 15 de janeiro.

Realizada por Mikael Håfström, esta história de ficção científica passa-se num futuro próximo. Harp (Damson Idris) é um piloto americano de drones de combate, que está a ajudar num conflito armado na Europa de leste ao lado dos “Gumps”, androides militares treinados para destruir os inimigos e proteger os aliados.

Numa noite particularmente difícil, Harp desobedece a uma ordem direta de um oficial superior e comete um erro controverso, que tem um resultado desastroso. Isso leva-o a ser enviado para a frente de combate, onde já não tem um ecrã à frente — mas sim o próprio inimigo.

Ao seu lado vai ter um dos tais androides com consciência, Leo (Anthony Mackie), que o vai guiar pelo conflito e mostrar-lhe o que é a verdadeira guerra. Não demora muito, porém, até Harp perceber que Leo tem outras intenções.

O filme tem sido descrito pela imprensa internacional como não sendo particularmente profundo — trata-se de um filme que pretende sobretudo oferecer ação aos espectadores, como outras produções recentes da Netflix, entre as quais “A Velha Guarda”, “Tyler Rake: Operação de Resgate” ou “Project Power”.

Contudo, apesar de não ser um filme muito original, pelo meio também há alguns diálogos que acabam por questionar os avanços da inteligência artificial, e o que significa fazer o bem, e que dão alguma densidade à narrativa, descreve a crítica.

“A dinâmica entre o par [de protagonistas] que está sempre a mudar agarra a nossa atenção muito mais do que os cenários genéricos de batalha”, escreve, por exemplo, o jornal britânico “The Guardian”.

A revista americana “Variety” diz que é um ótimo exemplo de como se faz um filme de ação na era do streaming — quando é tão importante agarrar os espectadores logo nos primeiros minutos, já que estão a um clique de distância de qualquer outro filme ou série. É algo muito diferente, claro, de quando vemos um filme no cinema, cuja narrativa pode ser construída de forma mais gradual.

O vilão da história é Viktor Koval (interpretado pela estrela de “A Guerra dos Tronos” Pilou Asbæk), que é descrito como “o terror dos Balcãs”, e que lidera uma equipa de terroristas. O enredo envolve códigos nucleares, um alvo americano e mais ataques de drones.

O elenco inclui ainda Emily Beecham, Michael Kelly, Enzo Cilenti, Kristina Tonteri-Young, Brady Dowad, Louis Boyer e Henry Garrett, entre outros.

Carregue na galeria para conhecer algumas das principais novidades da televisão (e do streaming) para este mês de janeiro.

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