Durante mais de uma década, a Casa Independente foi um dos centros culturais de um renovado Largo do Intendente. Uma zona que, aos poucos, largou a fama de local perigoso para se tornar em espaço de convívio e ponto de encontro dos lisboetas.
Agora, a sala de espetáculos prepara-se para o adeus. O contrato de arrendamento não irá ser renovado, o que significa que o espaço terá de ficar vazio até ao final de 2025.
“Ao fim de quase 11 anos de muito trabalho, muita dedicação, de todes que por aqui passaram e construíram esta Casa connosco, é com profundo pesar que vos informamos que a Casa Independente verá o seu projeto encerrado no final de 2025”, anunciaram os responsáveis pelo espaço numa publicação feita esta segunda-feira, 4 de setembro.
Segundo o “Público”, que cita os gestores Inês Valdez e Patrícia Craveiro Lopes, os planos do proprietário do espaço passam por vender o edifício que, em tempos, foi Casa da Comarca de Figueiró dos Vinhos. Revela o jornal que já deu entrada na Câmara Municipal um “pedido de informação prévia para aumentar em mais dois pisos o edifício”. Uma pista que leva ao edifício contíguo, o Palácio de Pina Manique, que está a ser convertido num hotel de luxo.
As gestoras queixam-se que está a ser difícil encontrar um espaço alternativo: “Estamos à procura de um sítio, mas não é fácil, as rendas estão impossíveis”. Na mesma reportagem, o “Público” retrata a revitalização do Intendente e a sua consequente e recente transformação, com a maioria dos negócios a encerrarem, muitos por culpa da não renovação de contratos e chegada em força de fundos imobiliários que procuram imóveis para empreendimentos de luxo.
“A todes que construíram, partilharam este espaço connosco agradecemos do fundo dos nossos corações e desejamos que até lá venham construir mais memórias aqui. Até ao desfecho final contamos com todes para encerrar este capítulo de forma memorável. Até já”, despede-se a Casa Independente.

LET'S ROCK







