O som da guitarra portuguesa é inconfundível. E, esta semana, estará em destaque em três espaços de Lisboa. “Silêncio, que se vão ouvir as guitarras” é o mote da segunda edição do Festival de Guitarra Portuguesa que acontece a 6 e 7 de março, sexta-feira e sábado.
Este ano, a iniciativa irá prestar homenagem ao fadista Armando Freire, conhecido como “Armandinho”, falecido há 80 anos. É autor de clássicos como o “Fado Armandinho”, “Fado de S. Miguel”, “Fado do Cívico”, “Fado do Bacalhau”, “Fado Mayer”, “Fado do Ciúme”. A sua carreira marcou as mais emblemáticas casas de Fado da capital.
À semelhança da primeira edição, que se realizou em 2025 com uma homenagem a Carlos Paredes, o evento vai passar pelo Cinema São Jorge, Capitólio e Teatro Variedades. Ao longo dos dois dias, vão encher-se de música, conversas e até documentários sobre este género musical que é Património Cultural Imaterial da Humanidade desde 2011.
O festival começa a 6 de março, sexta-feira, às 20h30, na Sala Manoel de Oliveira do Cinema São Jorge com o espetáculo “Armandinho XXI”, uma viagem pelos temas mais famosos e pelas composições menos conhecidas do fadista. A noite de abertura estende-se ao Capitólio, com duas sessões de Mike 11 (às 22 e 23 horas), e ao Teatro Variedades, que recebe Luís & David Ribeiro nos mesmos horários.
No dia 7 de março, sábado, a programação intensifica-se entre as 15 e as 23 horas. O Capitólio será palco das atuações de Mário Laginha com Miguel Amaral, Pedro Jóia e Custódio Castelo, enquanto o Teatro Variedades acolhe Alvorada, Mafalda Lemos (na imagem de destaque) e Hugo Vasco Reis.
O Cinema São Jorge volta a ser o ponto central do tributo a Armando Freire, exibindo um documentário às 19h30, seguido de um concerto de homenagem liderado por Ricardo Parreira às 20h30. O guitarrista subirá ao palco acompanhado por Nelson Aleixo na viola de fado e Francisco Gaspar no baixo acústico.
Os bilhetes já se encontram à venda no Cinema São Jorge, no Teatro Variedades e online. A entrada individual para cada concerto tem o custo de 10€, com um desconto de 20 por cento para menores de 25 e maiores de 65 anos. Estão ainda disponíveis passes para um ou dois dias, com preços entre os 15€ e os 35€.
Todas as entradas devem ser trocadas por pulseiras nos locais do evento a partir de 5 de março. Os bilhetes não têm lugares marcados. O evento resulta da parceria entre a Câmara Municipal de Lisboa, o Museu do Fado e a Ghude.
Carregue na galeria para descobrir as 5 melhores casas de Fado de Lisboa, segundo a fadista Carminho.

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