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Ana Cláudia Santos: “Estou a viver o meu sonho depois de vencer o concurso New Talent”

A poetisa de 26 anos venceu a edição de 2021. Com o prémio, fez tudo o que prometeu — e muito mais.
Ana venceu a terceira edição do New Talent (Foto: Joana César)

Os efeitos da conquista do prémio fizeram-se sentir quase de imediato. “Assim que venci o concurso, comecei a dar entrevistas, fui a palestras, conferências. Moderei mesas de debate, fui jurada em dois concursos, dei concertos, fui a sessões se poesia”, conta à NiT a jovem poetisa de 26 anos. “Comecei a ser mais reconhecida, a receber mais convites. Sinto que estou a viver o meu sonho.”

Ana Cláudia Santos foi a eleita pelo público, entre os dez finalistas da terceira edição do New Talent, o concurso promovido pela NiT, TVI e Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que elege os melhores jovens talentos de Portugal na área do lifestyle. Entretanto, a quarta edição está já em andamento e existe um novo lote de dez finalistas que pode conhecer no site oficial do concurso, e do qual saírá o sucessor ou sucessora da jovem que, em 2021, venceu o prémio de 10 mil euros para desenvolver um projeto pessoal  — e foi precisamente isso que fez.

Por altura do anúncio, a poetisa de Benavente preparava a apresentação do seu primeiro livro, inserida em mais uma sessão de poesia L.U.A, projeto que vinha a desenvolver desde 2017, sempre por conta própria. “O prémio deu logo uma ajuda e esse evento foi o melhor que organizei. Pude convidar três poetas que me ajudaram muito, fiz a apresentação e ainda houve espaço para um concerto.”

2022 foi um ano em cheio. Pôde organizar cinco sessões de poesia e fez um segundo lançamento do seu primeiro livro , “Meia Vida”, cujos custos foram integralmente pagos pelo prémio. Mas mais importante para Ana Cláudia Santos, foi a possibilidade de partilhar a oportunidade com outros jovens.

“Tenho conseguido pagar sempre aos poetas que participam, aos músicos, às equipas que ajudam”, conta. “Sinto que este prémio foi para mim, mas que também o pude partilhar com outros poetas.”

Um dos projetos mais inesperados foi o lançamento do seu próprio podcast, o “Multiversos”, que é transmitido na NiTfm e caminha já para o número redondo de 40 episódios. “Não tinha planeado mas ainda bem que aconteceu. Graças ao prémio pude também comprar o equipamento necessário e contratar um editor de som”, nota.

Ao longo das mais de três dezenas de episódios, tem optado por dar voz a outros jovens colegas apaixonados por poesia. “Dá-lhes sempre muito jeito porque estão a começar, permite-lhes partilhar o seu trabalho. E se os eventos são quase sempre em Lisboa, o podcast permite-me chegar a outros sítios, Coimbra, Porto. Muitos enviam-me os textos, áudios, tudo é mais fácil.”

Ana diz que está a “viver o sonho” (Foto: Joana César)

O prémio do concurso New Talent permitiu continuar a desenvolver as sessões de poesia L.U.A.. Fez mais dois eventos no verão e agora prepara um novo projeto, o Sala Incomum.

“São também sessões de poesia e música. Acontecem no espaço Casa Cheia, já organizámos um em outubro e o próximo acontece já a 27 de novembro. Há outro marcado já para 8 de janeiro”, conta. “Tem sido incrível. Num só ano fiz mais eventos do que desde 2017, só que agora posso pagar a todas as pessoas.”

Em preparação estão também outros dois projetos: um novo livro, que deverá ser lançado até meio de 2023; e o seu primeiro EP, que combina poesia e música, chamado “O Meu Reino Não é Deste Mundo”, e que sairá no início do próximo ano.

Hoje, admite que consegue dedicar-se a cem por cento ao sonho de fazer poesia. E deixa um conselho aos novos finalistas e potenciais vencedores da próxima edição do New Talent. “Ao usar o prémio, tentei sempre que tivesse um retorno. Ao fim de um ano, já consegui ter o retorno quase do valor total. O segredo está em fazer render e investir sempre em algo que dê jeito no futuro. Mas investir em si próprio, mas também em projetos que sirvam e ajudem os outros.”

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