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Autobiografia de Virgílio Castelo mergulha na triologia “sexo, drogas e rock ‘n’ roll”

“Consumo Obrigatório” aborda a “intensa noite das boîtes, discotecas e bares” que o ator frequentou entre os 13 e os 49 anos.

O mais recente livro de Virgílio Castelo chega às livrarias esta terça-feira, 27 de janeiro. “Consumo Obrigatório” apresenta-se como “uma espécie de autobiografia pontuada por guitarras elétricas”, onde a vida do ator e autor se mistura com as artes que moldaram a sua carreira: o teatro, o cinema e a televisão.

A obra mergulha na herança da trilogia “sexo, drogas e rock ‘n’ roll”, que, embora tenha chegado a Portugal com o atraso imposto pela conjuntura política da época, consumiu fervorosamente os jovens da geração de 70. Entre o brilho das boîtes e a penumbra das discotecas e bares, Virgílio Castelo resgata as lembranças de uma era de “amores, aventuras, desvarios e ternuras”.

Percorrendo o seu registo de memórias, em grande parte autobiográficas, o ator e autor descreve as aventuras, os excessos e os ambientes das saídas noturnas, incluindo consumo de álcool, sexo e “diretas”, usando episódios vividos (ou próximos da sua vida) para retratar uma certa cultura boémia portuguesa ao longo de várias décadas.

Tem 256 páginas e custa 18€.

Atualmente com 73 anos, a narrativa percorre o arco temporal dos 13 aos 49 do autor. Contudo, mais do que um relato individual, “Consumo Obrigatório” assume-se como uma ficção que espelha as vivências coletivas, os “paraísos e infernos” de toda uma geração que descobriu a liberdade ao som do pop e do rock.

Entre os bares e discotecas referidos, contam-se espaços emblemáticos da capital, como o Banana Power, Caruncho, Elefante Branco, Plateau, Johnny Guitar, Kapital ou Stones; mas também surgem referências de outras zonas do País (Estoril, Algarve) e mesmo além-fronteiras, como Paris (França).

Publicado pela Guerra e Paz, o livro é apresentado como um misto de confissão pessoal e crónica de costumes, onde o ator revisita personagens, lugares e situações marcantes da noite, explorando tanto o lado sedutor da boémia como as suas consequências pessoais. “’Consumo Obrigatório’ é também um retrato sobre a eterna disputa entre a escuridão do prazer e a claridade do dever”, descreve a editora.

Além da carreira no teatro, cinema e televisão, Virgílio Castelo é também autor de contos e romances como “O Último Navegador” (2008), “Despedida de Casado” (2014) e o recente “Haja Deus, Se Deus Quiser” (2024).

“Consumo Obrigatório: o escândalo e a ternura da autobiografia de toda uma geração” está disponível para compra online (com entregas a partir de 27 de janeiro). Neste momento, custa 16,20€, graças ao um desconto de lançamento de 10 por cento. O preço de capa habitual é 18€.

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