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Cláudia Lucas Chéu vai escrever um micro conto todos os dias no Instagram da NiT

A iniciativa em parceria com a escritora, argumentista e cronista arranca esta terça-feira. É imperdível.
A escritora já tinha sido cronista da NiT.

A partir desta terça-feira, 18 de maio, há mais um motivo para passar pelo Instagram da NiT. A escritora, argumentista e cronista Cláudia Lucas Chéu vai escrever micro contos na nossa página na rede social. Todos os dias será publicado um pedaço de “Não escolhemos o que nos assusta”. 

Este primeiro conto vai centrar-se no tema do desemprego e da sobrevivência — ao todo, vai durar 15 dias.

“De repente, fez sentido esta ideia de micro conto. A ideia é excelente, ir fazendo um conto em continuidade. As pessoas vão acompanhando uma espécie de micro episódios diários, o texto vai sendo escrito dia a dia e as pessoas vão acompanhando essa narrativa. E acho que esta ideia do Jaime [Martins Alberto] é maravilhosa. Sei que isto já foi feito em romance, mas em conto nunca vi e acho mesmo uma ótima ideia”, explica a autora de 43 anos, que no passado já foi cronista da NiT.

Cláudia Lucas Chéu ressalva que “o desafio mais interessante” será ir escrevendo diariamente, mas que também pode escrever contos que depois sejam partidos e publicados em fragmentos.  “A ideia é criar propositadamente para a NiT, tendo este contexto mais urbano e citadino implícito.”

Além disso, explica, o objetivo é “conseguir apanhar um filão de leitores que vá seguindo a narrativa, tendo sempre um gancho”. “E também é um desafio manter a atenção com apenas uma ou duas frases por dia.”

Cada publicação não tem limite de caracteres — e os futuros micro contos que irá escrever no Instagram da NiT poderão ser mais curtos ou longos. “Podem durar uma semana ou um mês inteiro.”

“Acho que o mais importante é esta coisa da síntese”, acrescenta. “Tem a ver com a velocidade a que as pessoas consomem os conteúdos numa plataforma como o Instagram. Portanto, tenho de ter sempre atenção para ser algo que tenha alguma dialética, algum conteúdo, eventualmente que seja paradoxal, mas que seja rapidamente apreendido para quem está a fazer o seu scroll quotidiano no telefone. Tem de haver um compromisso entre as duas coisas.”

Cláudia Lucas Chéu diz que ainda não pensou nas histórias que aí vêm, mas que tem a ver com o seu método de trabalho. “É uma característica minha, porque eu gosto de trabalhar sem rede [risos]. Para ter essa pressão e ter alguma adrenalina de estar a criar muito próximo do momento.”

Os leitores estão convidados para deixar os seus comentários nas publicações, mas, fica já o aviso, a ideia será que não influenciem o enredo.

“Eu há muito tempo que deixei de ler caixas de comentários, evito ver esse feedback logo muito em cima. Pode ser tóxico e bloquear o trabalho, inclusivamente. E seja negativo ou positivo, aquilo vai-me influenciar, por isso é preferível não ver. Mesmo que seja positivo é perturbador porque uma pessoa fica com vaidade, o que é uma coisa péssima para quem escreve. O melhor é não perceber muito bem qual é a reação.”

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