Se, em 2016, David Szalay passou por “uma experiência horrível” no prémio Booker Prize, como revelou ao jornal “The Guardian”, a edição de 2025 terá sido bem diferente. O escritor húngaro-britânico é o mais recente vencedor da premiação com o seu romance “Flesh”, foi anunciado na cerimónia desta segunda-feira, 10 de novembro.
Descrito como “singular” e “extraordinário”, o livro acompanha Istvan, um adolescente húngaro bastante solitário que ascende, de forma inesperada, ao topo da sociedade britânica. A mudança acontece após conhecer a vizinha, uma mulher casada, com uma idade próxima à da mãe, com quem cria uma relação clandestina.
“Com o passar dos anos, ele é gradualmente levado pelas correntes do dinheiro e do poder do século XXI, passando do exército para o círculo dos super-ricos de Londres, com os seus próprios impulsos em conflito por amor, intimidade, estatuto e riqueza a render-lhe fortunas inimagináveis, até que estas ameaçam destruí-lo completamente”, pode ler-se na sinopse.
“Não se parece com nenhum outro livro”, comentou o presidente do júri, Roddy Doyle, acrescentando que a escrita de Szalay convida os leitores a “mergulharem no romance e a envolverem-se” com a história.
Desde que foi publicado, em março, o livro atraiu uma série de fãs como a cantora Dua Lipa, que o escolheu para o seu clube de leitura, e a autora Zadie Smith. Os críticos também elogiaram bastante a história.
Além de “Flesh”, estavam nomeados outros cinco títulos. Os finalistas eram “Flashlight”, de Susan Choi, “The Loneliness of Sonia and Sunny”, de Kiran Desai, “Audition”, de Katie Kitamura, “The Rest of Our Lives”, de Ben Markovits, e “The Land in Winter”, de Andrew Miller.
Ao contrário de outros dois títulos do autor, “Turbulência” e “Tudo o Que um Homem É”, o livro ainda não foi editado em Portugal. Pode comprar a versão original online por 25,67€.


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