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Escritora Chimamanda Ngozi Adichie acusa hospital de negligência na morte do filho

A família da autora nigeriana afirma que houve falhas no atendimento profissional. Kkanu Nmandi tinha 21 meses.

A família da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie acusou o hospital Euracare, em Lagos, na Nigéria, de negligência médica após a morte do seu filho, Nkanu Nnamdi. A criança morreu aos 21 meses, na passada quarta-feira, 7 de janeiro, depois de uma doença súbita.

As acusações foram tornadas públicas pela cunhada da autora, a médica Anthea Nwandu, e incluíam uma mensagem privada de Adichie. Segundo a família, houve várias falhas no atendimento clínico, incluindo um alegado excesso de sedação, que poderá ter provocado uma paragem cardíaca.

Na mesma nota, afirmam ainda que o bebé sofreu lesões cerebrais devido à falta de oxigénio, apontando também a ausência de vigilância médica adequada e problemas no transporte dentro da unidade hospitalar.

O hospital Euracare já apresentou condolências à família, mas rejeita qualquer irregularidade. A unidade garante que seguiu padrões clínicos internacionais e, citada pela BBC, afirma que a criança chegou em estado crítico depois de ter sido tratada em dois outros centros pediátricos.

Além de uma investigação interna por parte do hospital, foi também anunciada esta semana a abertura de uma investigação independente pelas autoridades do estado de Lagos. As autoridades referem uma política de tolerância zero e asseguram que eventuais responsáveis serão responsabilizados, avança a mesma publicação.

Nkanu Nnamdi era um dos filhos gémeos de Chimamanda Ngozi Adichie, de 48 anos, nascidos por gestação de substituição em 2024, fruto do casamento com o médico Ivara Esege. O casal tem ainda uma filha, nascida em 2016.

Chimamanda Ngozi Adichie é uma das autoras mais reconhecidas da atualidade, com obras traduzidas para mais de 55 línguas. “A Cor do Hibisco” é um dos seus livros mais conhecidos e abriu caminho a outros títulos de sucesso, como “Meio Sol Amarelo”, “Americanah” e a coletânea de contos “A Coisa à Volta do Teu Pescoço”. A escritora destacou-se também nos ensaios “Todos Devemos Ser Feministas” e “Querida Ijeawele — Como Educar para o Feminismo”.

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