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Fernando Alvim escreveu um livro para nos falar sobre o amor

"Ninguém Disse Que Iria Ser Fácil" chegou às livrarias a 2 de maio e reúne reflexões sobre a vida. E sobre o amor. "Parece-me que é quando acerto mais", confessa.
Aborda muitos tópicos.

Fernando Alvim confessa que a sua vida não tem sido “propriamente fácil”, mas isso era algo que já esperava. Afinal, os seus pais sempre lhe disseram que teria de ultrapassar vários obstáculos. “Tudo aquilo que nos acontece é muitas vezes imprevisível e nada nos é dado de mão beijada. A vida desafia-nos regularmente”, conta à NiT.

Vai daí que, a ter que escolher um título para o seu livro, tenha acabado por escolher “Ninguém Disse Que Iria Ser Fácil”. A obra chegou a 2 de maio às livrarias e vai ser apresentado também em algumas feiras do livro, nomeadamente as de Lisboa e Guarda.

A publicação é, essencialmente, uma compilação dos pequenos textos que tem escrito e partilhado nas redes sociais ao longo dos anos. Embora não seja um livro unicamente sobre o amor, esta é uma temática que surge de forma recorrente. “É algo sobre o qual gosto de escrever e sinto que entre tudo o que escrevo, o amor é que o tem uma maior receção por parte das pessoas. Parece-me que é quando acerto mais.” Tem, ao todo, 50 reflexões sobre a vida — com alguns capítulos bónus.

Como seria de esperar, este tópico é sempre acompanhado de muito humor. “O amor é como procurar estacionamento: sempre que pensámos que encontrámos um lugar, percebemos que afinal é uma garagem”, lê-se.

“Aquilo que eu escrevo tem como função fazer pensar, mas também divertir. Desde o início que prometi que são reflexões mais ou menos sérias. Dá para ironizar e para não me levar demasiado a sério”, confessa. Alguns dos capítulos — ou as tais reflexões — foram escritos de uma forma que parecem quase cartas de amor. Não foi uma decisão consciente, mas sim algo que surgiu naturalmente. “Podem ter esta flutuação e é isso que é interessante para o leitor. Conseguem perceber onde a minha cabeça me leva.”

A comédia está quase sempre presente. “Para começar, a fonética das palavras amor e humor são muito semelhantes. Sempre que escrevi sobre amor, tentei suavizá-lo usando eufemismo e analogias [tal como na comparação ao estacionamento] para celebrá-lo de uma maneira menos formal. Acho que o consegui em muitas das páginas deste livro”, diz.

Tem 50 reflexões.

Quem acompanha as publicações de Alvim nas redes sociais vai reconhecer algumas das reflexões presentes na obra, nomeadamente “Essa coisa de gostar de alguém”. “Se fosse um cantor, este seria o meu hit single”, brinca. Acredita que esta é a que chama mais a atenção porque é, simultaneamente, a mais partilhada online. “Os leitores conseguem-se identificar com ela.”

“Ninguém Disse Que Iria Ser Fácil” é, acima de tudo, uma forma de Fernando Alvim celebrar os 50 anos. Ao longo da sua vida, muito aprendeu sobre o amor (e não só). Confessa que este é um sentimento muito imprevisível e difícil de encontrar e é por isso que muitos escrevem sobre ele. “Todas as pessoas querem soluções para o encontrarem, para o manterem e conservarem. Esta é a maior temática do mundo justamente por não ter uma definição total e consensual.”

A forma como olha para o amor também tem mudado com o passar do tempo. “Acho que há diferentes formas de amar que vão evoluindo à medida que entramos em idade adulta. Com todos estes anos vamos aprendendo a entendê-lo melhor e isso acontece a todos. A forma de nós gostarmos de alguém ou o próprio amor em si têm associados um sentimento de prioridade. Quando se gosta de alguém, essa pessoa é-nos prioritária e temos sempre tempo”, resume.

O livro já está à venda. Tem 152 páginas e, atualmente, pode ser adquirido por 13,95€ graças a um desconto de 10 por cento. Depois, passará a custar 15,50€.

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